Neste domingo (26), Octávio Gallotti, ex-ministro do STF, morreu aos 95 anos deixando legado na Justiça. Indicado em 1984, presidiu a Corte entre 1993 e 1995 e assumiu a Presidência interinamente.
Neste domingo, 26, faleceu o ministro aposentado Octávio Gallotti, que foi presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), aos 95 anos. Gallotti, que deixou sua marca na Justiça brasileira, exerceu um papel significativo na história do tribunal.
O jurista foi indicado para o STF em 1984 pelo então presidente João Figueiredo, ocupando a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Pedro Soares Muñoz. Durante sua gestão, Gallotti presidiu o tribunal entre 1993 e 1995 e exerceu interinamente a Presidência em outras duas ocasiões.
Nascido no Rio de Janeiro em outubro de 1930, Gallotti fez parte do STF por 16 anos, de novembro de 1984 até outubro de 2000. Sua trajetória na vida pública é marcada por diversos cargos, incluindo o de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).
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Formado em Direito pela Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Gallotti começou sua carreira pública como assistente do procurador-geral da República Plínio Travassos. Ao longo de sua carreira, ele se destacou como procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas e alcançou a posição de procurador-geral.
Em 1973, Gallotti foi nomeado para o TCU, pelo então presidente Emílio Garrastazu Médici, e presidiu a Corte de Contas no ano seguinte, permanecendo até sua nomeação para o STF. Além disso, também fez parte do Tribunal Superior Eleitoral, onde atuou como presidente em 1991.
Ele se aposentou compulsoriamente do STF em outubro de 2000, ao atingir a idade-limite de 70 anos, conforme a legislação vigente na época. Vale ressaltar que Octávio Gallotti era pai da ministra Isabel Gallotti, que integra o Superior Tribunal de Justiça.

