O presidente Lula disparou críticas ao secretário de Estado americano Marco Rubio durante reunião no Planalto. A declaração ocorre em meio a tensões tarifárias entre Brasil e EUA.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez críticas ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, durante a abertura de uma reunião ministerial no Palácio do Planalto, em Brasília, nesta quarta-feira, 3. As declarações do presidente ocorreram em meio a tensões comerciais entre Brasil e EUA, especialmente em relação a propostas de tarifas que podem afetar produtos brasileiros.
Lula destacou que a postura de Rubio em relação à América Latina e ao Brasil é hostil, chamando-o de “latino-americano frustrado”. Durante seu discurso, o presidente mencionou:
“Eu já disse ao Trump: esse Marco Rubio não gosta da América Latina e muito menos do Brasil, é um latino-americano frustrado.”
Além disso, Lula expressou a expectativa de uma reação do Senado brasileiro diante das declarações e ações de Rubio. Ele também ressaltou a importância de conhecer a história das relações entre os dois países, fazendo referência ao golpe militar de 1964. O presidente afirmou que o Brasil é ciente do papel que os Estados Unidos teriam desempenhado naquele período.
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Em suas palavras, Lula disse:
“Ele não sabe o que nós já sabemos: que esse país foi vítima em 1964 e aquele tempo articulado por embaixadores americanos.”
O presidente reiterou que o governo não deseja ampliar o conflito diplomático com Washington, enfatizando a necessidade de construir uma narrativa que conteste as acusações feitas pelos EUA e preserve a relação bilateral. “Nós não queremos guerra”, afirmou. “Nós queremos construir a narrativa verdadeira de uma relação que já dura 201 anos, portanto, não é pouco tempo. E nós queremos fortalecer a nossa relação institucional com os EUA.”
Essas declarações surgem após o governo de Donald Trump ter concluído uma investigação comercial contra o Brasil, proposta que inclui tarifas retaliatórias sobre produtos brasileiros. Vale ressaltar que essas medidas ainda passarão por consultas públicas e discussões antes de uma decisão final.
