Mesmo com cessar-fogo firmado entre Washington e Teerã, o premier israelense prometeu vigilância total. Israel não abre mão de se defender, afirmou.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira (15) que “a luta não acabou” em uma mensagem direcionada aos cidadãos do país. A declaração ocorreu após a assinatura de um acordo entre os Estados Unidos e o Irã, que visa encerrar um conflito que se estendeu por mais de três meses, durante os quais Israel e os EUA realizaram uma ofensiva contra o Irã.
Em seu discurso, Netanyahu enfatizou: “Somos fortes e determinados, mas a luta ainda não acabou. Continuaremos em alerta, continuaremos sendo fortes e determinados, para nos defendermos tanto quanto for necessário. Isso não se aplica apenas ao Irã, mas também às suas ramificações terroristas.”
O primeiro-ministro destacou que “a missão da minha vida é combater o programa nuclear iraniano” e garantiu que “com acordo ou sem ele, o Irã não terá armas nucleares.” Essas declarações refletem a persistente preocupação de Israel com as intenções nucleares do país asiático.
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Netanyahu também defendeu a operação militar iniciada em 28 de fevereiro contra o território iraniano, ressaltando as “conquistas” obtidas. “Eliminamos o risco de uma destruição imediata. Juntamente com nossos amigos americanos, realizamos o maior ataque da história de Israel. Eliminamos os cientistas nucleares e os líderes do regime terrorista”, declarou.
Em um tom mais assertivo, ele afirmou que, “em infraestruturas militares, destruímos sua marinha e sua força aérea. Eliminamos comandantes que serviam ao povo iraniano. Causamos perdas enormes, estimadas em centenas de bilhões de dólares, com alguns cálculos chegando a cerca de um trilhão de dólares. Uma perda imensa para a economia iraniana, que levará décadas para ser reconstruída.”
O posicionamento de Netanyahu foi anunciado logo após a assinatura do acordo de paz, que contou com a participação do presidente americano, Donald Trump, e do presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf. Trump confirmou que o Estreito de Hormuz estará completamente aberto na próxima sexta-feira, durante uma coletiva que deu início às negociações bilaterais com o presidente francês, Emmanuel Macron.
Até o momento, poucos detalhes sobre o acordo foram divulgados, mas a imprensa iraniana já apresentou alguns aspectos centrais do documento, que conta com 14 pontos. A agência de notícias iraniana Mehr destacou que as informações divulgadas não representam o texto definitivo do acordo.
