Imagens captadas pelo satélite Landsat 9 revelaram uma visão inédita do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses a partir do espaço. O registro foi divulgado nas redes sociais da agência responsável pelo satélite e chamou atenção internacional na quinta-feira, 20 de agosto.
Nas imagens, as dunas brancas contrastam com lagoas de tons azuis e verdes, formando um mosaico que impressionou observadores e especialistas. A agência descreveu a paisagem com uma expressão que resumiu bem a estranheza do local.
“deserto feito de água”
Apesar da aparência árida das dunas, o parque recebe em média 125 centímetros de chuva por ano. Esse índice foi comparado ao de cidades como Seattle, nos Estados Unidos, e apontado como o dobro do registrado em Londres, na Inglaterra.
Além do contraste de cores, a divulgação ressaltou características físicas das formações: algumas dunas chegam a atingir até 30 metros de altura. Ao norte do complexo, aparece o Oceano Atlântico, enquanto faixas de vegetação delimitam as bordas das áreas arenosas.
A formação dos Lençóis Maranhenses resulta da interação entre fatores geológicos e climáticos. Ao longo de centenas de milhares de anos, rios que cortam a região transportaram grande quantidade de areia de quartzo, depositada em uma faixa plana do litoral do Maranhão. No período chuvoso, essa areia forma milhares de lagoas temporárias e também algumas permanentes.
Com cerca de 1,5 mil quilômetros quadrados, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses foi descrito como o maior campo de dunas da América do Sul e engloba rios, manguezais e vegetação típica. O território está localizado na transição entre Cerrado, Caatinga e Amazônia, o que acrescenta diversidade ecológica ao conjunto.
O parque tem reconhecimento internacional por sua singularidade paisagística e relevância ambiental: foi apontado como Patrimônio Natural da Humanidade por entidade internacional voltada à preservação e ao reconhecimento de sítios naturais.
A divulgação das imagens do Landsat 9 serviu para reafirmar a singularidade dos Lençóis Maranhenses ao público global e para lembrar a importância de acompanhar essas áreas sob a perspectiva da ciência e da conservação ambiental.

