Moraes manda prender último núcleo de condenados por trama golpista ao determinar, em 24 de abril de 2026, a execução definitiva das penas impostas aos cinco integrantes do chamado Núcleo 2, concluindo o processo de encarceramento dos réus envolvidos no plano golpista durante o governo Jair Bolsonaro.
Moraes manda prender último núcleo de condenados por trama golpista
Com o trânsito em julgado reconhecido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), os condenados passaram à condição de presos definitivos. Integram o grupo:
• Mário Fernandes, general da reserva: 26 anos e 6 meses de prisão;
• Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal: 24 anos e 6 meses;
• Marcelo Câmara, coronel do Exército e ex-assessor de Bolsonaro: 21 anos;
• Filipe Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais da Presidência: 21 anos;
• Marília de Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça: 8 anos e 6 meses.
Marília teve mandado expedido, mas cumprirá prisão domiciliar por 90 dias, monitorada por tornozeleira eletrônica, devido à recuperação de uma cirurgia.
Acusações confirmadas pelo STF
A Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou que Filipe Martins participou da redação da minuta de golpe de Estado no final de 2022. Já Mário Fernandes foi acusado de planejar o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do próprio Moraes, intenção registrada no arquivo “Punhal Verde e Amarelo”.
Segundo mensagens apreendidas no celular do delator Mauro Cid, Marcelo Câmara realizou monitoramento clandestino da rotina do ministro do STF. Silvinei Vasques, por sua vez, teria atuado para impedir a circulação de eleitores de Lula no segundo turno de 2022, ação embasada em dados levantados por Marília de Alencar.
Balanço geral das condenações
Ao todo, o Supremo já sentenciou 29 pessoas pela trama, das quais 20 cumprem regime fechado. O ex-presidente Jair Bolsonaro, o ex-ministro Augusto Heleno e Marília de Alencar permanecem em prisão domiciliar. Outros dois militares do Exército firmaram acordos de colaboração e não foram presos, enquanto três mandados continuam pendentes porque os alvos estão foragidos no exterior.
Detalhes sobre as decisões podem ser consultados diretamente no site oficial do Supremo Tribunal Federal, onde estão disponíveis os votos e acórdãos da Primeira Turma.
Com a conclusão das prisões do Núcleo 2, o STF encerra a fase de execução das penas, marcando mais um capítulo no desdobramento judicial do caso que abalou o cenário político brasileiro.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
