Crimes de Bolsonaro: STF fixa penas e locais de prisão
Crimes de Bolsonaro: em 25 de novembro de 2025, o Supremo Tribunal Federal encerrou o processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seis aliados, determinando o início do cumprimento das penas pelo núcleo central da trama golpista investigada desde o último governo.
Condenações definidas pela Primeira Turma do STF
Por quatro votos a um, a Primeira Turma reconheceu cinco delitos — organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado — além de decretar inelegibilidade por oito anos. A íntegra da decisão do STF detalha as responsabilidades de cada réu.
Penas aplicadas e locais de detenção
Jair Bolsonaro: 27 anos e três meses; custodiado na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Walter Braga Netto: 26 anos; recolhido na Vila Militar, no Rio de Janeiro.
Almir Garnier: 24 anos; detido na Estação Rádio da Marinha, em Brasília.
Anderson Torres: 24 anos; encaminhado ao 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, no Complexo da Papuda.
Augusto Heleno: 21 anos; preso no Comando Militar do Planalto (CMP), em Brasília.
Paulo Sérgio Nogueira: 19 anos; também no CMP, na capital federal.
Alexandre Ramagem: 16 anos, um mês e 15 dias; foragido em Miami (EUA), com mandado inserido no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões.
Situação de Mauro Cid e prisão preventiva de Bolsonaro
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, recebeu pena de dois anos em regime aberto graças a acordo de delação homologado pela Corte. Ele já está sem tornozeleira eletrônica desde audiência no início de novembro.
Em paralelo ao julgamento principal, Bolsonaro encontra-se em prisão preventiva desde 22 de novembro, ordenada pelo ministro Alexandre de Moraes por violação de monitoramento eletrônico. O ex-chefe do Executivo alegou paranoia causada por medicamentos ao admitir o rompimento do lacre.
Consequências políticas e próximas etapas
Além das penas privativas de liberdade, todos os condenados ficam impedidos de disputar eleições até, pelo menos, 2033. Caberá à defesa apresentar recursos, mas a execução das sentenças já está em andamento, seguindo a jurisprudência da Corte para crimes contra o Estado Democrático de Direito.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
