Defesa de Daniel Vorcaro exige do STF provas da prisão preventiva
Defesa de Daniel Vorcaro apresentou petição ao Supremo Tribunal Federal (STF) para obter acesso integral aos elementos usados pela Polícia Federal (PF) que resultaram na prisão preventiva do dono do Banco Master, decretada na terceira fase da Operação Compliance Zero.
Detalhes solicitados pela defesa
No documento protocolado na última quinta-feira (5 de março), o advogado Edson Gushiken questiona pontos específicos da decisão do ministro André Mendonça. A banca quer a relação completa das mensagens atribuídas a Vorcaro, com datas e horários, além de provas que demonstrem a existência do suposto grupo de trocas de mensagens denominado “A Turma” e a efetiva participação do banqueiro.
A petição também requer informações sobre as datas das alegadas invasões a sistemas de órgãos públicos, remoções de conteúdo em plataformas digitais e detalhes do bloqueio de R$ 2,2 bilhões em uma conta atribuída ao pai do empresário. Os defensores pedem, ainda, cópias dos documentos que sustentam a suspeita de pagamentos destinados a manter uma estrutura de vigilância e intimidação contra pessoas que contrariariam os interesses financeiros de Vorcaro.
Acusações incluem ameaças e lavagem de dinheiro
Segundo a investigação, Vorcaro e outros envolvidos são suspeitos de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos. A PF aponta que Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e considerado contador informal do grupo, era responsável por efetuar os pagamentos. Entre os beneficiários estaria Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, identificado como “Felipe Mourão” ou “Sicário”, supostamente encarregado de obter informações sigilosas e monitorar pessoas.
De acordo com o inquérito, Sicário recebia repasses mensais de R$ 1 milhão. Ele foi detido em Belo Horizonte e, já sob custódia, tentou o autoextermínio. Socorrido na Superintendência da PF em Minas Gerais, foi transferido ao Hospital João XXIII, onde permanece internado em estado considerado grave.
Antecedentes da Operação Compliance Zero
O banqueiro já havia sido preso em novembro de 2025 no Aeroporto de Guarulhos, quando tentava deixar o país durante a primeira fase da operação, centrada na emissão de títulos de crédito falsos por instituições do Sistema Financeiro Nacional. Solto 11 dias depois por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Vorcaro passou a usar tornozeleira eletrônica, foi proibido de exercer atividades no setor financeiro, de manter contato com outros investigados e de sair do Brasil.
Mais informações sobre o andamento do caso podem ser acompanhadas no site oficial do Supremo Tribunal Federal, que publica atualizações processuais e despachos relativos à operação.
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Crédito da imagem: Banco Master/Divulgação
Fonte: Agência Brasil
