Mário Frias nega no STF uso de emendas em filme de Bolsonaro
Mário Frias nega no STF uso de emendas em filme de Bolsonaro e afirma que os R$ 2 milhões enviados por ele por meio de emendas parlamentares financiaram apenas projetos de inclusão digital, empreendedorismo e esportes, não a produção da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Investigação no Supremo
A declaração do deputado federal do PL paulista foi encaminhada ao ministro Flávio Dino, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), na última segunda-feira (25 de maio de 2026). O parlamentar é investigado por suspeita de desvio de finalidade na destinação dos recursos ao Instituto Conhecer Brasil, organização ligada à produtora Go Up Enterteinment, responsável pelo longa “Dark Horse”, ainda inédito.
Defesa aponta falta de provas
No documento entregue à Corte, Frias classificou a acusação como “falsa, desprovida de lastro probatório e difamatória”. Segundo ele, “não há, nos autos, uma única prova sequer” que demonstre repasse de verbas para a produção cinematográfica. O deputado sustenta que a hipótese de irregularidade baseia-se apenas no fato de o instituto e a produtora compartilharem endereço, ligação que considera “juridicamente irrelevante”.
Parecer da Câmara respalda emendas
Para reforçar a versão de legalidade, o ex-secretário de Cultura anexou parecer da Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados e manifestação assinada em 6 de abril de 2026 pelo advogado-chefe da Casa, Jules Michelet Pereira Queiroz e Silva. Ambos concluem que as emendas obedeceram à legislação, sem vícios formais ou materiais.
Contexto da denúncia
A apuração teve início após representação protocolada pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP). O inquérito ganhou destaque depois de reportagem do site The Intercept revelar, em novembro de 2025, solicitação de recursos privados feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao banqueiro Daniel Vorcaro para a mesma cinebiografia. O senador negou qualquer vantagem indevida.
Tentativas de intimação
Antes de receber a manifestação, um oficial de Justiça tentou intimar Frias cinco vezes sem sucesso. O parlamentar encontrava-se em viagem internacional não autorizada pela Mesa da Câmara, circunstância registrada nos autos.
Com a negativa formal de Mário Frias e a inexistência de elementos adicionais, caberá agora ao ministro Flávio Dino decidir se arquiva o procedimento preliminar ou determina novas diligências.
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Crédito da imagem: Roberto Castro/Mtur
Fonte: Agência Brasil
