STF mantém prisão do ex-presidente do BRB, aponta maioria A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria de votos para sustentar a detenção preventiva de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), investigado por suspeita de receber R$ 146,5 milhões em propina.
Decisão contabiliza três votos favoráveis à prisão
Em julgamento virtual que permanece aberto até 23h59, três ministros — André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques — endossaram a ordem de prisão expedida por Mendonça. O único voto pendente é o do ministro Gilmar Mendes.
A Corte analisa pedido de revogação apresentado pela defesa de Costa, detido em 16 de abril durante a quarta fase da Operação Compliance, da Polícia Federal. A investigação mira supostas fraudes no Banco Master e tentativa de aquisição da instituição pelo BRB, ligado ao governo do Distrito Federal.
Suspeita de propina milionária em imóveis
De acordo com a Polícia Federal, Paulo Henrique Costa teria acertado com o banqueiro Daniel Vorcaro o recebimento de R$ 146,5 milhões em vantagens ilícitas. O repasse ocorreria por meio de imóveis, mecanismo apontado para mascarar a origem dos valores.
Os investigadores sustentam que o esquema buscava facilitar a compra do Banco Master pelo BRB e foi descoberto em etapas anteriores da operação. Informações oficiais sobre o processo podem ser conferidas no portal do Supremo Tribunal Federal.
Toffoli se declara suspeito
O ministro Dias Toffoli não participa do julgamento. Ele se declarou suspeito depois que mensagens no celular de Vorcaro mencionaram seu nome. Em fevereiro, Toffoli já havia deixado a relatoria do inquérito, pois é sócio do resort Tayayá, adquirido por fundo de investimentos ligado ao Banco Master, hoje sob investigação.
Próximos passos do processo
Com a maioria já formada, a manutenção da prisão de Costa deverá ser confirmada tão logo o prazo do plenário virtual se encerre. A defesa ainda poderá recorrer, mas a tendência é que o ex-presidente do BRB permaneça detido enquanto prosseguem as apurações sobre as supostas fraudes e lavagem de dinheiro.
Para acompanhar outras decisões judiciais de impacto, acesse a editoria de Justiça no Giro pela Bahia e fique por dentro das atualizações.
Crédito da imagem: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília
Fonte: Agência Brasil
