Marco Buzzi nega importunação sexual e solicita licença de 90 dias O ministro Marco Buzzi, de 68 anos, encaminhou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) um atestado médico recomendando afastamento psiquiátrico por três meses, enquanto enfrenta acusações de importunação sexual apresentadas por uma jovem de 18 anos.
Marco Buzzi nega importunação sexual e solicita licença de 90 dias
Acusações se acumulam contra o magistrado
Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), uma segunda denúncia contra Buzzi foi protocolada em 9 de fevereiro de 2026. A primeira queixa, registrada na semana anterior, relata que o ministro teria tentado abraçar e beijar a filha de um casal amigo durante um banho de mar em Balneário Camboriú, no litoral catarinense, no mês anterior.
A jovem prestou depoimento à Polícia Civil e ao CNJ. Paralelamente, o Supremo Tribunal Federal (STF) abriu inquérito criminal, dado o foro especial do acusado.
Reunião interna no STJ e defesa por carta
Na manhã de 10 de fevereiro de 2026, os ministros do STJ realizaram uma reunião extraordinária a portas fechadas para tratar do caso. Na véspera, Buzzi enviara uma carta aos colegas proclamando inocência. “Jamais adotei conduta que maculasse a magistratura”, escreveu, afirmando que seu histórico profissional e familiar reforça a necessidade de “cautela redobrada” na análise das acusações.
Pedido de licença ampliada
O novo atestado estende um afastamento que já estava em vigor desde a semana anterior, quando o ministro passou por internação em um hospital de Brasília. O documento apresentado agora recomenda 90 dias de licença por motivos psiquiátricos, período em que ele ficará distante das sessões e das atividades administrativas da Corte.
Apurações em curso
O STJ instalou sindicância interna para verificar os fatos, enquanto o CNJ avalia as duas representações formais. Caso as denúncias sejam confirmadas, Buzzi poderá responder a processo administrativo disciplinar e ação penal. Até a conclusão das investigações, o ministro segue afastado.
O STJ não divulgou prazos para conclusão da sindicância. Já o CNJ informou que os procedimentos serão conduzidos de forma independente, em consonância com a legislação aplicável ao Judiciário brasileiro.
As próximas etapas incluem a análise de laudos periciais, depoimentos de testemunhas e manifestação do Ministério Público. A defesa do ministro, por sua vez, diz esperar “apuração técnica e imparcial”.
Em meio às suspeitas, Buzzi reforça que confia na própria inocência e afirma desejar “esclarecer plenamente os fatos” quando retornar ao cargo.
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Crédito da imagem: Sergio Amaral/STJ
Fonte: Agência Brasil
