Em 17 de julho de 1950, o jornal Correio da Manhã publicou lista com 141 nomes de pessoas socorridas durante a partida entre Brasil e Uruguai. O texto não informou como ocorreram os ferimentos no Estádio do Maracanã.
No dia 17 de julho de 1950, o jornal “Correio da Manhã” divulgou uma lista de torcedores que ficaram feridos durante a partida entre Brasil e Uruguai, que resultou na derrota da seleção brasileira por 2 a 1. Essa partida ficou marcada na história do futebol como o famoso “Maracanazo”, que selou o título da Copa do Mundo para a seleção uruguaia.
Na reportagem, o jornal não detalhou como os torcedores se machucaram, apenas mencionou que “pessoas acidentadas durante o jogo Brasil e Uruguai” foram socorridas. A lista contém 141 nomes e o texto explicava que o “Serviço de assistência do Estádio Maracanã” prestou socorro aos feridos.
Naquele dia, o Maracanã recebeu oficialmente 173 mil torcedores, mas estima-se que o público presente tenha sido de 200 mil a 220 mil, já que muitas catracas foram arrombadas. A derrota do Brasil provocou um clima de profunda decepção entre os torcedores, que já se viam como campeões do mundo antes mesmo do término da partida.
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Além dos feridos no estádio, o impacto emocional do resultado foi sentido em todo o Brasil. O jornal relatou a história de João Soares da Silva, um marinheiro reformado de 58 anos, que não conseguiu entrar no estádio, mas acompanhou a partida pelo rádio. Ao final do jogo, abalado pela derrota, ele sofreu um colapso e faleceu. A Polícia foi acionada e o corpo foi removido para o Instituto Médico Legal.
A seleção brasileira, sob o comando do treinador Flávio Costa, havia realizado partidas memoráveis no quadrangular decisivo da Copa, goleando a Suécia por 7 a 1 e a Espanha por 6 a 1. No entanto, a derrota para o Uruguai, que poderia ter garantido o primeiro título mundial ao Brasil, causou uma onda de tristeza e desolação em toda a nação.
O episódio do “Maracanazo” permanece como uma das maiores tragédias do futebol brasileiro, sendo relembrado por torcedores e historiadores do esporte até os dias atuais. A derrota não apenas frustrou os sonhos de milhões de brasileiros, mas também deixou um legado de aprendizado e reflexão sobre a paixão pelo futebol.
