Forças israelenses lançaram nova ofensiva contra o Hezbollah nesta sexta (19), atingindo centros de comando e instalações militares. A operação responde a violações do cessar-fogo, após morte de quatro soldados.
Israel anunciou, nesta sexta-feira (19), uma nova ofensiva contra posições do Hezbollah no Líbano, afirmando ter atingido mais de 80 alvos e eliminado dezenas de integrantes do grupo. As Forças de Defesa de Israel (IDF) informaram que os ataques focaram em centros de comando, lançadores e outras estruturas militares, principalmente na região de Nabatieh, no sul do país, além de instalações no Vale do Bekaa.
O governo israelense justificou a operação como uma resposta a várias violações do cessar-fogo atribuídas ao Hezbollah. Na quinta-feira (18), quatro militares israelenses foram mortos em confrontos no sul do Líbano, e outros quatro ficaram feridos em um ataque com drone.
“Continuaremos a operar na região para neutralizar ameaças e reforçar a defesa da fronteira”, afirmaram as forças israelenses.
Após os bombardeios, Israel divulgou um mapa mostrando a área em que mantém tropas no território libanês. Segundo os militares, a chamada “zona de segurança” se estende por cerca de 10 quilômetros além da fronteira e é considerada crucial para impedir ataques contra comunidades do norte de Israel.
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A nova escalada de tensões ocorre em meio a dificuldades na implementação do acordo firmado entre Estados Unidos e Irã, que prevê o encerramento dos conflitos em várias frentes da região, incluindo o Líbano. O acordo também busca garantir o respeito à soberania e à integridade territorial libanesa.
Apesar das negociações, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tem resistido aos apelos do presidente americano, Donald Trump, para retirar as tropas israelenses e suspender os ataques. As autoridades de Tel Aviv e Washington estão em conversas sobre a permanência das forças israelenses no sul do Líbano, mas as conversas são descritas como difíceis.
Fontes indicam que Israel considera o acordo negociado pelos Estados Unidos com o Irã insuficiente, especialmente em relação às garantias sobre o programa nuclear iraniano. As divergências entre Trump e Netanyahu se tornaram mais evidentes recentemente, após o presidente americano ter criticado os bombardeios israelenses em áreas urbanas do Líbano, incluindo Beirute.
“Operações contra o Hezbollah não justificam a destruição de prédios residenciais inteiros”, afirmou Trump, sugerindo que a Síria poderia assumir um papel mais ativo no combate ao grupo.
