Lula tarifas EUA: presidente diz que Brasil é quem deveria elevar taxas
Lula tarifas EUA: durante inauguração de um novo campus do Instituto Federal Goiano, em Catalão (GO), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva contestou a proposta norte-americana de sobretaxar produtos brasileiros e destacou que, diante de um superávit de US$ 415 bilhões obtido pelos Estados Unidos em 15 anos, “quem tinha que aumentar a taxação seríamos nós”.
Superávit favorece Washington, lembra Lula
Lula citou dados oficiais para defender que o fluxo comercial beneficia amplamente os EUA. Segundo ele, entre 2011 e 2026 os norte-americanos acumularam saldo positivo de US$ 415 bilhões na relação bilateral. Por isso, afirmou, qualquer medida de retaliação tarifária deveria, em tese, partir do Brasil, e não de Washington.
Encontro com Trump deu prazo de 30 dias
O presidente relembrou a reunião com Donald Trump, realizada no início de maio na Casa Branca, quando ambos concordaram em conceder 30 dias para que técnicos dos dois governos comprovassem quem estaria correto sobre supostas barreiras comerciais. “Se eu estiver errado, aceito; se você estiver errado, você aceita”, relatou. Passados quase dois meses, as delegações teriam se reunido três vezes sem consenso.
Proposta norte-americana prevê tarifa de 25%
Em relatório final de investigação interna, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) recomendou a aplicação de tarifas de até 25 % sobre a totalidade das importações brasileiras. O documento alega que “políticas e práticas brasileiras são irrazoáveis e oneram ou restringem o comércio norte-americano”. Mais detalhes podem ser conferidos no site oficial do Representante de Comércio dos EUA.
Críticas à postura da oposição
Durante o discurso, Lula recordou que, quando Trump impôs tarifas de 50 % aos produtos brasileiros em julho de 2025, integrantes da oposição celebraram a medida. Sem citar nomes, mencionou postagem do senador Flávio Bolsonaro agradecendo ao ex-presidente norte-americano e ironizou: “Hoje ele diz que não disse nada”.
“Minha guerra é a verdade contra a mentira”
O presidente também afirmou não dispor de “navios ou bombas atômicas” e que, por isso, sua luta se dá “no campo da verdade”. Lula garantiu, ainda, que o Itamaraty continuará buscando diálogo para evitar prejuízos ao comércio exterior brasileiro.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
