Luciana Novaes morre aos 42 anos e deixa legado de inclusão
Luciana Novaes morre aos 42 anos e deixa legado de inclusão, após complicações de saúde que se agravaram no fim de 2025. A vereadora do PT no Rio de Janeiro faleceu na última segunda-feira (27 de abril), quase 23 anos depois de ter sido atingida por uma bala perdida enquanto cursava Enfermagem na Universidade Estácio de Sá, no campus Rio Comprido.
Trajetória marcada pela superação
Em 2003, aos 19 anos, Novaes sobreviveu a um diagnóstico que lhe dava apenas 1% de chance de vida, mas ficou tetraplégica. A partir daí, adaptou-se à nova realidade, concluiu a graduação em Serviço Social e uma pós-graduação em Gestão Governamental. A determinação se refletiu na vida pública: em 2016, foi eleita vereadora do Rio e encerrou o primeiro mandato como campeã de leis aprovadas na Câmara Municipal.
Desempenho eleitoral e atuação legislativa
Durante a pandemia de 2020, sem poder fazer campanha nas ruas por integrar o grupo de risco, obteve 16 mil votos e ficou como primeira suplente. Em 2022, concorreu a deputada federal, alcançando mais de 31 mil votos e a segunda suplência do PT fluminense. No ano seguinte, reassumiu a cadeira na Câmara Municipal e passou a contabilizar quase 200 leis, focadas em inclusão, direitos das pessoas com deficiência, idosos e populações vulneráveis.
Repercussão e homenagens
Ao ser informado do protocolo de morte cerebral, o presidente da Câmara carioca, Carlo Caiado (PSD), manifestou pesar, destacando que a parlamentar “transformou a própria dor em propósito”. A repercussão do falecimento também se estendeu a entidades ligadas aos direitos humanos e à imprensa nacional, como informou a Agência Brasil.
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Legado na defesa da inclusão
Nestes quase dez anos de vida pública, Luciana Novaes consolidou-se como voz ativa na luta pela acessibilidade em transportes, escolas e espaços culturais. Projetos de sua autoria resultaram em políticas de atendimento prioritário e campanhas permanentes de combate ao capacitismo. Além disso, articulou frentes de apoio psicológico a vítimas de violência armada, refletindo a própria experiência de superação.
A morte da vereadora encerra uma história de resiliência que inspirou movimentos sociais em todo o país. Seu trabalho legislativo permanece como referência para gestores públicos que buscam ampliar direitos e oportunidades a pessoas com deficiência.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
