O senador Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à Presidência pelo PL, fez sérias acusações contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o seu discurso na abertura da Conferência de Presidentes da América Latina, realizada em Buenos Aires no dia 28 de junho de 2026. Em sua fala, ele classificou Lula como ‘antissemita’.
Flávio aproveitou a ocasião para prometer que, caso seja eleito, irá restabelecer as relações diplomáticas entre o Brasil e Israel, além de transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém. O senador também se comprometeu a aderir aos Acordos de Isaac, uma iniciativa diplomática que visa fortalecer laços entre Israel e países da América Latina.
A conferência foi promovida pela Fundação dos Aliados de Israel e pela Amigos Americanos dos Acordos de Abraão, e reuniu diversas lideranças políticas da região para debater o fortalecimento das relações entre Israel e os países da América Latina.
Durante sua crítica à política externa do governo Lula, Flávio Bolsonaro afirmou que o presidente ‘nutre ódio pelo povo judeu’. Ele relembrou uma declaração de Lula feita em 2024, quando o presidente comparou a ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza ao Holocausto perpetrado pela Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial. ‘Lula é antissemita’, declarou o senador.
Além de suas críticas, o pré-candidato à Presidência também apresentou compromissos voltados à aproximação com Israel. Ele afirmou que, se eleito, no primeiro dia de seu governo, receberá as credenciais do novo embaixador de Israel em Brasília. Flávio expressou confiança em sua candidatura e associou o cenário político sul-americano ao avanço de governos de direita, citando resultados eleitorais recentes no Peru e na Colômbia como indícios de uma ‘onda azul’ no continente.
Em sua fala, Flávio afirmou: ‘Quero estar de volta em 2027 para afirmar a adesão do Brasil aos Acordos de Isaac, ao lado do presidente Milei. E, quem sabe, ao lado do presidente Jair Bolsonaro’. Os Acordos de Isaac buscam aumentar a cooperação entre Israel e países da América Latina, com o apoio do presidente argentino, Javier Milei, e do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
As relações diplomáticas entre Brasil e Israel têm enfrentado tensões desde 2024, especialmente após a comparação feita por Lula entre a atuação militar israelense e o Holocausto, o que provocou a retirada dos embaixadores de ambos os países. Desde então, a embaixada brasileira em Tel Aviv é chefiada por um encarregado de negócios, enquanto Israel designou Rasha Athamni para a mesma função em Brasília.


