Luiz Phillipe Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, voltou a ser pauta na mídia após a divulgação de uma foto na qual aparece ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A imagem, registrada em 2022 em um hotel na zona sul do Rio de Janeiro, gerou questionamentos sobre as conexões entre o pré-candidato à Presidência e o ex-integrante da organização criminosa liderada por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A Polícia Federal (PF) revelou que Mourão atuava no núcleo operacional do grupo de Vorcaro, sendo responsável por vigilância, intimidação e obtenção de informações sigilosas. Em nota, Flávio Bolsonaro afirmou que nunca havia visto Mourão antes e levantou dúvidas sobre a autenticidade da fotografia, sugerindo a possibilidade de manipulação via inteligência artificial. Contudo, verificações realizadas por especialistas não encontraram indícios de que a imagem foi alterada.
De acordo com as investigações, Sicário tinha um papel central na estrutura do que é conhecido como “A Turma”. Ele coordenava operações de identificação e monitoramento de pessoas ligadas a investigações que afetavam os interesses do grupo. Além disso, a PF também apontou que Mourão acessava sistemas da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal, da Interpol e do FBI para obter informações sigilosas.
Mensagens interceptadas pela PF revelaram conversas entre Vorcaro e Sicário sobre agressões a adversários, incluindo o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. A investigação também revelou que uma empresa ligada a Mourão recebeu repasses de R$ 1 milhão de Vorcaro, sugerindo uma relação financeira suspeita.
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Após ser preso preventivamente em 4 de março durante a Operação Compliance Zero, Sicário atentou contra a própria vida na custódia da PF em Minas Gerais e veio a falecer em um hospital. A PF concluiu que não houve interferência externa em sua morte, que foi gravada pelas câmeras de segurança do local.
A divulgação da foto de Sicário ao lado de Flávio Bolsonaro ocorre em um contexto onde outras revelações já tinham levantado questões sobre as ligações do senador com Vorcaro, especialmente em relação ao financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio confirmou ter visitado Vorcaro após sua prisão, mas mantém que não tem relação com Sicário.
É importante ressaltar que a saúde mental é um assunto sério. Casos semelhantes ao de Sicário ressaltam a necessidade de apoio psicológico. O Centro de Valorização da Vida (CVV) e os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) estão disponíveis para oferecer assistência a quem precisar.
