Acordo Mercosul-UE pode vigorar ainda em 2026, diz Alckmin
Acordo Mercosul-UE deve ser assinado nos próximos dias, e o vice-presidente Geraldo Alckmin estima que a parceria comercial entre em vigor até o fim de 2026, caso os Parlamentos dos blocos ratifiquem o texto com celeridade.
Ratificação parlamentar será decisiva
Em entrevista concedida recentemente, Alckmin explicou que a etapa decisiva é a internalização do tratado. Isso significa aprovação no Parlamento Europeu e nos Congressos de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Se o Congresso Nacional concluir a votação no primeiro semestre, o Brasil poderá implementar o acordo independentemente do ritmo dos demais membros do Mercosul.
Impacto econômico: empregos e investimentos
O vice-presidente ressaltou que a União Europeia já é o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China. Em 2025, a corrente comercial bilateral alcançou US$ 100 bilhões. A indústria de transformação brasileira exportou US$ 23,6 bilhões ao bloco europeu, avanço de 5,4% em relação ao ano anterior.
Segundo Alckmin, a ampliação do acesso a produtos mais baratos e de maior qualidade impulsionará a competitividade interna. Ele acrescentou que a abertura pode estimular capital europeu no Mercosul e, reciprocamente, projetos brasileiros em 27 países do continente, gerando postos de trabalho dos dois lados do Atlântico.
Multilateralismo e sustentabilidade em foco
Alckmin reforçou que o pacto fortalece o multilateralismo num contexto global marcado por conflitos e políticas protecionistas. De acordo com o vice-presidente, o texto estabelece regras claras de comércio e cláusulas ambientais voltadas ao combate às mudanças climáticas, configurando uma relação de “ganha-ganha”.
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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, comemorou a aprovação prévia pelos Estados-membros, classificando a decisão como “histórica” e alinhada à geração de empregos e à proteção dos consumidores. A declaração foi publicada no site oficial da Comissão Europeia, reforçando o compromisso político com a conclusão do tratado.
Caminho até a vigência
Para entrar em vigor, o acordo precisa ser ratificado por todos os países do Mercosul e pela União Europeia. No Brasil, o texto seguirá para análise da Câmara dos Deputados e do Senado. Alckmin declarou estar confiante na aprovação, argumentando que 30% dos exportadores nacionais já vendem para o bloco europeu, representando mais de 9 mil empresas e três milhões de empregos.
Com a expectativa de acelerar a tramitação legislativa, o governo federal busca garantir que as mudanças tarifárias e regulatórias previstas passem a valer em 2026, transformando o cenário de comércio exterior brasileiro.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
