Diap aponta apoio consistente de 124 deputados e 16 senadores; 246 deputados e 31 senadores votam conforme a pauta. A oposição tem 143 deputados e 34 senadores; a base pode somar 124–370 votos na Câmara e 16–47 no Senado.
O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva terá a menor bancada aliada de seus quatro mandatos, segundo levantamento divulgado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). O estudo identifica apoio consistente de 124 deputados e 16 senadores.
Na Câmara, outros 246 deputados votam conforme o tema e 143 integram a oposição. O apoio ao governo pode variar de 124 a 370 votos, dependendo da pauta. No Senado, 31 parlamentares condicionam o voto à pauta e 34 formam a oposição. A base governista pode reunir de 16 a 47 senadores, conforme a análise.
O fortalecimento do PL nas duas Casas dificulta a formação de maioria governista e amplia a dependência do centrão para aprovar projetos. No domingo, 25, depois de ter a vitória confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral, Lula afirmou que negociará com os parlamentares eleitos para aprovar propostas do Executivo.
Com a bancada aliada mais enxuta, o governo precisará ampliar o diálogo com diferentes blocos parlamentares para construir maiorias em votações sensíveis. Entre as propostas pendentes do governo estão a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública, que amplia a atuação federal contra organizações criminosas e aguarda votação no Senado, e o projeto que regulamenta o fim da escala 6×1, que deve chegar ao Congresso nos próximos dias.
O Parlamento também analisa normas sobre trabalho por aplicativo, regras para big techs e mercado digital, além da PEC do Transporte Gratuito nos fins de semana. A aprovação dessas matérias dependerá da capacidade do Executivo de negociar com partidos e bancadas que hoje oscilam entre apoio consistente, voto condicionado e oposição clara.
Em 1º de fevereiro, Câmara e Senado elegem seus presidentes, que terão papel central no controle da pauta de votações. O deputado Hugo Motta (Republicanos) e o senador Davi Alcolumbre (União Brasil), apontados como aliados do governo, buscam a reeleição para os comandos das respectivas Casas.
Os presidentes do Senado e da Câmara são filiados a partidos do centrão: União Brasil e Republicanos, respectivamente. Alcolumbre deve enfrentar Rogério Marinho (PL) e Tereza Cristina (Progressistas), que articulam candidaturas com partidos de direita. Motta, por outro lado, reúne apoios no centro e na esquerda. Ambos declararam apoio a Lula depois do resultado eleitoral.
Motta prometeu respaldo às propostas voltadas à população mais vulnerável. Já Alcolumbre afirmou que o Congresso debaterá os temas para responder às demandas da sociedade. Esses posicionamentos serão parte das negociações que definirão as condições de governabilidade nos próximos meses.

