Justiça do Rio condena homem por feminicídio a 30 anos e quatro meses de prisão pelo assassinato, sequestro e ocultação do corpo da ex-companheira Aida Naira Cruz Rodrigues, crime ocorrido em 17 de setembro de 2024 em Paracambi, na zona oeste fluminense.
Detalhes da sentença
O Tribunal do Júri de Paracambi acatou integralmente a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). De acordo com os autos, Marco Antonio da Silva espancou e estrangulou a vítima, de 46 anos, ocultando depois o corpo em um barranco às margens do Rio Guandu. A motivação, segundo o MPRJ, foi a não aceitação do término do relacionamento.
Provas apresentadas
Durante o julgamento, promotores destacaram que Aida Naira registrava em diário as agressões sofridas e as ameaças constantes feitas pelo réu. Esses relatos, somados a laudos periciais, depoimentos de familiares e investigações policiais, formaram o conjunto probatório que sustentou a decisão.
Reconhecimento e políticas públicas
Como forma de homenagem, o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM) da prefeitura de Paracambi passou a se chamar CEAM Aida Naira. A iniciativa reforça a necessidade de ampliar a rede de proteção às mulheres em situação de risco, prevista na Lei do Feminicídio (Lei 13.104/2015), que qualificou o homicídio contra a mulher por razões de gênero como crime hediondo.
Contexto estadual
Dados do Instituto de Segurança Pública revelam que o Rio de Janeiro soma mais de 70 casos de feminicídio consumado ou tentado apenas no primeiro semestre de 2026, reforçando o alerta para políticas de prevenção e assistência especializada. Organizações como a ONU Mulheres defendem ações integradas que vão da denúncia rápida ao acolhimento psicológico.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
