Prisões domiciliares na trama golpista são mantidas pelo STF
Prisões domiciliares na trama golpista foram confirmadas para oito condenados após audiências de custódia conduzidas pela juíza auxiliar Luciana Yuki Fugishita Sorrentino, do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Oito réus seguem monitorados em casa
No dia 27 de dezembro de 2025, Moraes decretou a prisão domiciliar de dez envolvidos. Durante as audiências, a magistrada manteve a medida para oito deles, atendendo à formalidade prevista em lei. Entre os alvos estão sete militares do Exército, a delegada da Polícia Federal e o presidente do Instituto Voto Legal, Carlos Cesar Moretzsohn Rocha.
Dois investigados ainda fora do alcance da Justiça
Carlos Rocha não foi localizado pela Polícia Federal e agora é considerado foragido. Já o tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida, que viajou à Bahia antes da ordem judicial, comprometeu-se a retornar a Goiânia para iniciar o cumprimento da prisão domiciliar.
Fugas recentes motivam decisão do STF
Ao fundamentar as ordens, Alexandre de Moraes apontou uma possível estratégia de fuga articulada pelos réus condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro. O ministro citou episódios semelhantes, incluindo a prisão do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques, detido no Paraguai quando tentava embarcar para El Salvador com passaporte falso. Moraes também mencionou a fuga do ex-deputado Alexandre Ramagem para ilustrar o modus operandi da organização criminosa.
Segundo o magistrado, a manutenção das prisões domiciliares, acompanhadas de monitoramento eletrônico, busca “evitar novas evasões do território nacional”. O entendimento foi reiterado pela juíza Sorrentino durante as audiências de custódia.
Medidas de controle e próximos passos
Os oito condenados deverão cumprir restrições como uso de tornozeleira eletrônica, entregas de passaporte e proibição de contato entre si. A Justiça determinou ainda a apresentação periódica em juízo para atualização de endereço. Informações detalhadas sobre o andamento do processo podem ser consultadas no portal oficial do Supremo Tribunal Federal (https://portal.stf.jus.br/).
A manutenção das prisões domiciliares reforça a ofensiva jurídica contra os responsáveis pela tentativa de golpe. O STF seguirá monitorando o cumprimento das medidas e avaliando eventuais pedidos de relaxamento ou conversão das penas.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
