Israel e EUA atacam 125 mil alvos civis no Irã, diz ONG Relatório da Crescente Vermelho divulgado em 10 de abril de 2026 aponta que bombardeios israelenses e norte-americanos danificaram cerca de 125 mil estruturas civis no Irã, entre elas 100 mil residências, 32 universidades e 339 unidades de saúde.
Israel e EUA atacam 125 mil alvos civis no Irã, diz ONG
A organização humanitária, que mobiliza mais de 28 mil profissionais no país persa, detalhou que 23 mil pontos comerciais também foram atingidos ao longo de 40 dias de ofensiva. Entre os estabelecimentos de saúde constam hospitais, farmácias, laboratórios e centros de emergência; parte deles ficou fora de operação temporariamente. O Hospital Khatam, por exemplo, foi reativado em menos de 24 horas, informou o presidente da entidade, Pir-Hossein Kolivand, à emissora iraniana TV SNN.
O levantamento revela ainda que 857 escolas e 20 centros da própria Crescente Vermelho sofreram impactos diretos. Um dos bombardeios mais simbólicos ocorreu na Universidade de Tecnologia Sharif, em Teerã, principal polo de engenharia do país. Em reação, 36 universidades publicaram nota conjunta condenando a destruição de infraestrutura acadêmica e conclamando instituições religiosas, científicas e culturais em todo o mundo a se manifestarem contra “as ambições desmedidas das potências agressoras”.
Especialistas em direito internacional lembram que ataques deliberados a instalações civis configuram crime de guerra. A ameaça do então presidente norte-americano Donald Trump de “destruir o Irã” foi classificada por juristas como potencial incitação ao genocídio. Por outro lado, o secretário de Estado Marco Rubio admitiu a possibilidade de danos colaterais, mas não comentou os números apresentados pela ONG.
Para o jornalista e analista de geopolítica Anwar Assi, o elevado volume de alvos civis no Irã, em Gaza e no Líbano indica uma estratégia de terror destinada a pressionar populações locais. “Não se trata de efeito colateral; é uma tática usada por Israel desde a década de 1990”, afirmou.
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Israel não se pronunciou sobre os dados relativos ao Irã. Em episódios anteriores na Faixa de Gaza e no Líbano, autoridades israelenses alegaram que escolas e hospitais serviam a propósitos militares. A comunidade internacional, contudo, reforça que, mesmo em cenários de conflito, a proteção de civis é obrigação prevista nas Convenções de Genebra, conforme destaca documento oficial disponível no site das Nações Unidas.
Após a divulgação do relatório, Kolivand anunciou que as evidências de destruição serão encaminhadas a tribunais internacionais competentes. Ele reiterou que as equipes da Crescente Vermelho continuam em campo para restabelecer serviços essenciais e apoiar desabrigados.
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Crédito da imagem: Hossein Zohrevand/Press TV
Fonte: Hossein Zohrevand/Press TV
