Irã retalia petroquímica saudita ao bombardear o complexo de Jubail, no leste da Arábia Saudita, após ataques israelenses a duas usinas químicas iranianas, intensificando o risco de desabastecimento de energia no mundo.
Ataques israelenses a complexos iranianos
De acordo com a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), Israel realizou duas investidas consecutivas contra a planta de Shiraz, responsável por fertilizantes agrícolas, e outra instalação na província de Bushehr. Tel-Aviv alegou uso de ácido nítrico para fins explosivos nesses locais. A Companhia Nacional de Petroquímica do Irã iniciou apuração sobre os danos.
Resposta iraniana na Arábia Saudita
Como retaliação, Teerã confirmou o bombardeio bem-sucedido do polo petroquímico de Jubail, considerado um dos maiores do planeta. A IRGC acrescentou ter atingido o complexo de Ju’aymah, ligado à Chevron Phillips, e um navio porta-contêineres israelense no porto de Khor Fakkan, Emirados Árabes Unidos.
Em comunicado, o órgão militar avisou que “todas as considerações de contenção foram eliminadas”. A nota ameaça privar Estados Unidos e aliados do acesso ao petróleo e gás do Golfo por anos.
Escalada de ameaças de EUA e Israel
Washington ampliou a pressão: o então presidente Donald Trump afirmou, na terça-feira (7 de abril), que “toda uma civilização vai morrer esta noite”, sinalizando possível crime de guerra de grandes proporções. Paralelamente, fontes militares norte-americanas disseram à Reuters que a Casa Branca ordenou ataques à ilha iraniana de Khang, hub de 90% das exportações de energia do país persa. O governo de Teerã, contudo, não confirmou a investida.
Impacto no mercado de energia
A destruição parcial de Jubail e Ju’aymah ameaça agravar o cenário de oferta global de petróleo e derivados. Analistas temem disparada de preços semelhante à registrada em conflitos anteriores no Golfo, pois as instalações sauditas processam grandes volumes de nafta, polietileno e gasolina de aviação.
Balanço de vítimas no Irã
Dados da Agência de Direitos Humanos do Irã (HRANA) indicam 109 mortos nas 24 horas encerradas na segunda-feira (6). Desde o início das hostilidades, em 28 de fevereiro, foram 1,6 mil civis e 1,2 mil militares iranianos mortos, além de 711 óbitos ainda sem classificação oficial. A HRANA descreve a ofensiva recente como a mais intensa dos últimos dez dias, totalizando 573 ataques em 20 províncias.
A escalada militar entre Irã, Israel, Arábia Saudita e Estados Unidos segue sem sinal de trégua, mantendo os mercados em alerta máximo e ampliando a preocupação com a segurança energética mundial. Continue acompanhando as atualizações na editoria Internacional para entender os próximos desdobramentos.
Crédito da imagem: Reuters
Fonte: Reuters
