Irã responde proposta de paz dos EUA e prioriza fim da guerra O Irã confirmou, no último domingo (10 de maio de 2026), o envio de uma resposta oficial ao plano apresentado pelos Estados Unidos para encerrar o atual conflito, colocando como pontos centrais o cessar-fogo em todas as frentes – sobretudo no Líbano – e a garantia da navegação no Estreito de Ormuz.
Irã responde proposta de paz dos EUA e prioriza fim da guerra
Pontos-chave da contraproposta iraniana
Segundo a mídia estatal de Teerã, a resposta enfatiza a necessidade de interromper os combates antes da abertura de negociações sobre temas mais sensíveis, como o programa nuclear iraniano. A comunicação também menciona a criação de mecanismos para manter o fluxo marítimo pelo Estreito de Ormuz, sem, porém, detalhar prazos ou protocolos de reabertura do corredor.
Mediação do Paquistão e posição dos EUA
O documento iraniano foi encaminhado a Washington pelo Paquistão, país que atua como mediador desde o início das tratativas. Nos Estados Unidos, a proposta motivou reação imediata do presidente Donald Trump. Em publicação na rede Truth Social, o mandatário classificou o texto como “totalmente inaceitável”, acrescentando não ter gostado de “absolutamente nada” do conteúdo.
Cenário regional: drones e navegação
Apesar de um cessar-fogo de 30 dias estar tecnicamente em vigor, a agência Reuters registrou a detecção de drones hostis sobre vários países do Golfo Pérsico no mesmo dia da resposta iraniana, sinalizando que a tensão permanece elevada.
No campo marítimo, duas embarcações obtiveram liberação para cruzar o Estreito de Ormuz. Entre elas está um navio graneleiro de bandeira panamenha, destinado ao Brasil, que havia sido retido em 4 de maio. A passagem ocorreu por rota definida pelas Forças Armadas iranianas, informou a agência Tasnim.
Próximos passos nas negociações
Autoridades dos dois países ainda não divulgaram calendário para novas rodadas diplomáticas. Analistas apontam que a aceitação de um cessar-fogo abrangente poderá abrir espaço para discutir questões de segurança regional e o programa nuclear, temas considerados centrais por Washington.
O desenvolvimento dessas conversas será decisivo para a estabilidade no Oriente Médio e para o tráfego de petróleo e mercadorias pelo Golfo, corredor responsável por uma fatia significativa do comércio global de energia.
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Crédito da imagem: Reuters/Stringer
Fonte: Reuters
