EUA e Israel atacam universidade do Irã e destroem centro de dados
EUA e Israel atacam universidade do Irã em bombardeio realizado na madrugada de 6 de abril, quando mísseis atingiram a Universidade de Tecnologia Sharif, em Teerã, danificando áreas cruciais do campus sem deixar vítimas, segundo a imprensa iraniana.
Principal polo de tecnologia sob fogo
Considerada o “MIT do Irã”, a Universidade Sharif é reconhecida como a mais importante instituição de engenharia e tecnologia do país, além de servir como plataforma de pesquisa em Inteligência Artificial. O ataque destruiu o centro de dados e o posto de distribuição de gás da universidade, além de danificar a mesquita que integra o complexo acadêmico.
Condenação de autoridades iranianas
O vice-presidente Mohammad Reza Aref classificou o bombardeio como “mais um crime de guerra”, afirmando que “o conhecimento iraniano não é concreto a ser destruído por bombas”. Em nota conjunta divulgada anteriormente, os ministros da Ciência, Ali Simayi Sarra, e da Saúde, Mohammad-Reza Zafar-Qandi, pediram reação da comunidade internacional. “Se essas atrocidades não forem condenadas aqui e agora, ameaças semelhantes pairarão sobre ambientes acadêmicos em outros países”, advertiram.
Crimes de guerra em debate
O direito internacional proíbe ataques a instalações civis e educacionais, classificação reforçada pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha, que define esse tipo de ação como crime de guerra. Até o momento, Estados Unidos e Israel não comentaram o episódio.
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Escalada contra centros educacionais
De acordo com a Cruz Vermelha Iraniana, pelo menos 600 centros de ensino foram atingidos desde o início do conflito, em 28 de fevereiro. Entre os casos mais graves está o ataque à escola de Minab, que matou 168 crianças no primeiro dia da guerra. Além da Universidade Sharif, outras seis instituições de ensino superior iranianas foram bombardeadas nas últimas semanas.
Impacto acadêmico e científico
Especialistas locais alertam que a destruição de laboratórios e servidores compromete projetos estratégicos de pesquisa, incluindo iniciativas de robótica e de IA que sustentam setores econômicos do país. “Cada dia de paralisação na Sharif representa meses de atraso tecnológico”, avaliou um professor que preferiu não se identificar por razões de segurança.
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Crédito da imagem: Sharif University of Technology
Fonte: Agência Brasil
