Irã desafia ultimato de Trump e mantém controle de Ormuz
Irã desafia ultimato de Trump ao afirmar que o Estreito de Ormuz “jamais voltará ao status anterior”, reforçando que apenas embarcações autorizadas por Teerã podem atravessar a rota por onde transita cerca de 20% do petróleo e gás mundial.
Guarda Revolucionária anuncia “nova ordem” no Golfo
Em comunicado divulgado nas redes sociais no domingo (5), a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) declarou que finaliza “preparativos operacionais para a nova ordem do Golfo Pérsico”. Segundo o texto, as regras de navegação serão definidas em conjunto com Omã, sem “qualquer interferência de potências estrangeiras”.
A reação ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar “lançar o inferno” sobre o Irã caso a passagem estratégica não fosse reaberta até terça-feira (7). Trump também divulgou um rascunho de acordo de 15 pontos que exigiria, entre outros itens, o desmonte do programa nuclear pacífico e do arsenal balístico iraniano.
Teerã rejeita exigências e pede compensação
Em entrevista coletiva na segunda-feira (7 de abril), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, classificou as exigências norte-americanas como “excessivas, incomuns e ilógicas”. Teerã condiciona qualquer negociação a reparações financeiras pelos danos causados pelos ataques, ao encerramento definitivo das bases militares dos EUA na região e ao fim das frentes de combate no Líbano e na Faixa de Gaza.
O brigadeiro-general Mohammad Akraminia, porta-voz do Exército iraniano, acrescentou que “o inimigo falhou em alcançar seus objetivos” e que, para evitar conflitos futuros, “precisa chegar a um arrependimento genuíno”.
Ataques e retaliações se intensificam
Ibrahim Zulfiqari, representante do Quartel-General Khatam al-Anbiya, informou sobre “a 98ª onda de ataques” iranianos contra alvos ligados a Israel e EUA no Oriente Médio. Entre os objetivos atingidos estariam um navio porta-contêineres identificado como SDN& e instalações estratégicas em Tel Aviv, Haifa, Beer Sheva e Bat Hafer.
Zulfiqari advertiu que novos ataques a civis “serão respondidos com medidas múltiplas” e danos “multiplicados muitas vezes”. Ainda segundo a agência Tasnim, o chefe de inteligência da IRGC, brigadeiro-general Seyed Majid Khademi, foi morto em um bombardeio israelense em Teerã, fato que alimenta a escalada de retaliações.
Contexto regional e impacto global
O Estreito de Ormuz permanece fechado desde o início da ofensiva EUA/Israel contra o Irã, aumentando a preocupação internacional com o fluxo energético. Analistas alertam que um bloqueio prolongado pode elevar o preço do barril de petróleo e afetar cadeias de suprimento globais, segundo relatório da BBC.
No cenário doméstico, autoridades iranianas reiteram que a rota só voltará a operar mediante garantias de segurança e reconhecimento da soberania de Teerã sobre o tráfego marítimo local.
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Crédito da imagem: Agência de Notícias da República Islâmica
Fonte: Agência de Notícias da República Islâmica
