Irã ameaça portos do Golfo Pérsico e de Omã após EUA
Irã ameaça portos do Golfo Pérsico e do Mar de Omã caso suas instalações marítimas sejam postas em risco, segundo comunicado militar divulgado em 13 de abril pela mídia estatal iraniana.
Teerã reage a bloqueio naval norte-americano
O Quartel-General Central do Khatam al-Anbiya, órgão das Forças Armadas iranianas, afirmou que “nenhum porto no Golfo Pérsico e no Mar de Omã estará seguro” se a segurança dos terminais iranianos for comprometida. A nota classifica o bloqueio anunciado pelos Estados Unidos como “ato ilegal” e “sinal de pirataria”.
A medida norte-americana foi comunicada pelo Comando Central dos EUA após o fracasso das conversas de paz realizadas em Islamabad, Paquistão, no fim de semana anterior. Washington informou que pretende impedir a entrada ou saída de embarcações de todos os portos iranianos localizados no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã. Navios que utilizem o Estreito de Ormuz com destino a portos não iranianos, no entanto, terão passagem liberada.
Potencial impacto sobre o mercado de petróleo
Analistas do setor energético destacam que aproximadamente 20% do petróleo e gás natural comercializados globalmente atravessa o Estreito de Ormuz. Antes do atual conflito, cerca de 20 milhões de barris por dia circulavam pela rota estratégica. Após o anúncio norte-americano, o barril do Brent voltou a superar US$ 100, registrando alta de 6,5%.
Especialistas consultados pela agência Reuters alertam que qualquer escalada militar pode pressionar ainda mais os preços e afetar a oferta mundial, uma vez que o Irã reiterou que navios “ligados ao inimigo” não terão direito de transitar pelo estreito.
Vigilância reforçada e ameaças de retaliação
Em comunicado paralelo, a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica assegurou que mantém “vigilância total” sobre o Estreito de Ormuz. O texto acrescenta que “qualquer movimento equivocado prenderá o inimigo nos vórtices mortais do estreito”, expressão usada para enfatizar a capacidade de resposta rápida das forças iranianas.
A nota também menciona a implantação de um “mecanismo permanente” de controle da passagem marítima, exigindo que embarcações estrangeiras cumpram regulamentos estabelecidos por Teerã. As autoridades iranianas insistem que a segurança na região deve ser “para todos ou para ninguém”.
Em cenário de tensão crescente, autoridades internacionais pedem cautela. Observadores temem que retaliações a portos vulneráveis possam interromper cadeias de suprimento globais, ampliando os efeitos econômicos do conflito.
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Crédito da imagem: Reuters/Stringer
Fonte: Reuters/Stringer
