Plano de paz em Gaza pauta conversa de Lula com Mahmoud Abbas foi o tema central de um telefonema realizado na última quinta-feira (22 de janeiro de 2026) entre o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e o líder da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.
Plano de paz em Gaza pauta conversa de Lula com Mahmoud Abbas
Segundo comunicado do Palácio do Planalto, Lula abriu a conversa manifestando “satisfação” com o cessar-fogo vigente na Faixa de Gaza desde outubro do ano passado e perguntou a Abbas sobre as perspectivas de reconstrução do enclave palestino. O presidente reiterou o compromisso do Brasil com “uma paz duradoura no Oriente Médio” e combinou manter contato com o líder palestino para acompanhar o avanço das negociações.
A Faixa de Gaza sofreu destruição maciça durante as ofensivas israelenses de anos recentes, que deixaram mais de 68 mil mortos, a maioria mulheres e crianças, de acordo com estimativas de agências humanitárias. Embora o cessar-fogo tenha interrompido os grandes combates, bombardeios isolados e tiroteios ainda são relatados por equipes das Nações Unidas que atuam no território. Informações detalhadas sobre a situação humanitária podem ser encontradas no site da ONU.
Horas antes da ligação, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou, durante o Fórum Econômico de Davos, o chamado “Conselho de Paz”, fórum que pretende coordenar a reconstrução de Gaza. Lula figura entre cerca de 60 chefes de Estado convidados para o colegiado. Apesar da iniciativa, analistas observam que o plano americano prevê um comitê executivo sem liderança palestina, ponto criticado por Abbas em entrevistas passadas à rede Al-Jazeera, nas quais defendeu soberania plena como condição para um acordo sólido.
O comunicado do Planalto não detalhou como o Brasil pretende contribuir, mas diplomatas brasileiros vêm defendendo em organismos multilaterais a solução de dois Estados e assistência internacional para reerguer a infraestrutura do enclave.
Ao finalizar a conversa, Lula e Abbas concordaram em continuar trocando informações sobre o andamento das discussões e sobre a composição de eventuais grupos de trabalho para a reconstrução, reforçando o papel brasileiro de mediador junto a diferentes atores regionais.
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Crédito da imagem: Ricardo Stuckert/PR
Fonte: Ricardo Stuckert/PR
