O litoral de Alagoas está vivendo um verdadeiro boom de investimentos no setor imobiliário. Este crescimento é impulsionado pelo avanço do turismo, a crescente procura por imóveis de segunda residência e o aumento das locações de curta temporada. Prevê-se que, nos próximos anos, os novos empreendimentos em diversas regiões do estado ultrapassem a marca de R$2 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV).
As principais áreas de investimento estão localizadas na famosa Rota dos Milagres, em Maceió e Maragogi, destinos que têm atraído um número crescente de compradores e investidores interessados em imóveis ligados ao turismo e à preservação patrimonial.
Entre os empreendimentos em destaque, está o CasaMar, que está sendo desenvolvido em parceria com a Artefacto e possui um VGV estimado em cerca de R$710 milhões. Outros dois projetos na Rota dos Milagres devem somar aproximadamente R$600 milhões. Em Maceió, um novo empreendimento está avaliado em cerca de R$180 milhões, enquanto Maragogi planeja um desenvolvimento dividido em fases, com estimativas entre R$700 milhões e R$780 milhões em vendas.
Esse avanço no investimento reflete uma tendência observada em várias regiões do Nordeste nos últimos anos. Destinos turísticos têm atraído não apenas compradores em busca de imóveis para uso pessoal, mas também investidores interessados em propriedades que gerem renda através de locações sazonais.
“Hoje existe um comprador que busca não apenas lazer, mas também um imóvel que possa funcionar como ativo patrimonial e fonte de renda. Isso ampliou o interesse por destinos turísticos com potencial de ocupação ao longo do ano”, afirma Paulo Motta, sócio da ImVester.
Profissionais do setor destacam que a pandemia acelerou esse movimento, com a ampliação do trabalho remoto e a busca por qualidade de vida, que fizeram crescer o interesse por imóveis localizados fora dos grandes centros urbanos, especialmente em cidades turísticas e litorâneas.
Outro fator que tem contribuído para o crescimento do mercado é o aumento das plataformas de locação de curta temporada, que ampliaram as possibilidades de rentabilidade para imóveis de praia. Muitos empreendimentos têm sido planejados para integrar moradia, hospedagem e operação de serviços.
A Rota dos Milagres, por exemplo, tem se consolidado como um dos principais destinos do litoral nordestino, conhecido pelo turismo de menor densidade urbana. A região conta com praias preservadas e uma oferta limitada de terrenos próximos ao mar, o que tem favorecido o desenvolvimento de projetos imobiliários voltados a um público de maior poder aquisitivo.
Maceió, por sua vez, apresenta uma lógica diferente. Além do turismo, a capital alagoana é um centro de infraestrutura urbana e serviços, o que aumenta o interesse de incorporadoras e investidores. Maragogi, por outro lado, tem registrado um crescimento contínuo no fluxo turístico, acompanhado pela valorização das áreas litorâneas e a chegada de novos empreendimentos.
“Existe hoje uma preocupação maior com planejamento de longo prazo, operação dos empreendimentos e sustentabilidade financeira dos projetos. O mercado ficou mais profissionalizado”, diz Paulo Motta.
De acordo com Motta, a expectativa é que o litoral alagoano continue atraindo investimentos nos próximos anos, especialmente em áreas onde ainda há limitações na oferta imobiliária. “São mercados que ainda possuem espaço para crescimento, principalmente com o aumento da demanda por imóveis associados à experiência, turismo e renda recorrente”, conclui.
Com novos projetos em andamento, Alagoas se mantém como um dos principais polos de expansão do mercado imobiliário voltado para o turismo e para a segunda residência nos próximos anos.
