Uma delegação da Comissão de Segurança Pública da Câmara embarca para os Estados Unidos entre 23 e 24 de junho. O grupo visitará o FBI em Washington e agências em Austin e Los Angeles.
A mesa diretora da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados embarcará para os Estados Unidos na próxima semana, em uma missão que inclui visitas a agências de inteligência e policiais americanos. O embarque está previsto para os dias 23 ou 24 de junho de 2026.
A delegação, composta pelo presidente da comissão, coronel Meira, a delegada Ione, o sargento Gonçalves, o deputado Sargento Portugal e o deputado Capitão Alden, passará aproximadamente uma semana nos EUA, com paradas em Austin, Texas, e possivelmente em Los Angeles. O grupo também visitará o escritório do FBI em Washington.
Em uma conversa, o deputado Capitão Alden destacou que o objetivo da missão é entender como o governo americano e suas agências planejam atuar em relação ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho, ambos classificados pelos EUA como organizações narcoterroristas. Segundo Alden, essa decisão não tem motivação política.
“A ideia dos Estados Unidos em equiparar o PCC ao terrorismo não é para ajudar o Brasil, não é para ajudar Flávio Bolsonaro, nem para criar uma narrativa que ajude a desgastar o Lula”, afirmou.
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O deputado ressaltou que a presença das facções no território americano justifica o interesse de Washington no tema, informando que, dos 50 estados americanos, 16 já têm presença confirmada de membros do PCC e do Comando Vermelho. De acordo com ele, o PCC atualmente possui uma estrutura bilionária e atua em 28 países.
Alden também mencionou que um dos principais obstáculos para uma classificação equivalente no Brasil é a legislação penal vigente, que exige motivação política, religiosa, racial ou xenófoba para que uma organização seja enquadrada como terrorista.
“O PCC não tem nada disso, mas tem modus operandi de todas aquelas associações equiparadas a terrorismo”, afirmou.
O deputado está preparando um documento comparativo que detalha as ações do PCC em relação às de organizações reconhecidas internacionalmente como terroristas, com casos numerados ponto a ponto. Ele pretende apresentar esse material em debate na comissão após o retorno da viagem aos EUA.
