Insulina glargina no SUS: governo inicia transição em quatro estados A insulina glargina, análoga de ação prolongada, passou a substituir gradualmente a insulina humana NPH no Sistema Único de Saúde (SUS). A mudança integra um projeto-piloto iniciado em 6 de fevereiro de 2026 e deve beneficiar, nesta primeira etapa, mais de 50 mil pacientes.
Insulina glargina no SUS: governo inicia transição em quatro estados
O Ministério da Saúde selecionou Amapá, Paraná, Paraíba e Distrito Federal para conduzir a fase inicial. O público-alvo inclui crianças e adolescentes de até 17 anos com diabetes tipo 1, além de idosos a partir de 80 anos diagnosticados com diabetes tipo 1 ou tipo 2.
A glargina possui duração de até 24 horas e exige apenas uma aplicação diária, facilitando a manutenção dos níveis de glicose e reduzindo episódios de hipoglicemia noturna. Na rede privada, o tratamento custa cerca de R$ 250 por dois meses; disponibilizá-lo no SUS elimina esse desembolso das famílias, aproximando o país de práticas adotadas em sistemas de saúde de referência internacional.
Profissionais da Atenção Primária dos quatro estados recebem capacitação específica para avaliar cada caso e conduzir a troca de forma segura. Após alguns meses, os resultados clínicos e operacionais serão analisados para definir o cronograma de expansão nacional.
Parceria garante produção nacional
A oferta da insulina de ação prolongada se viabiliza por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) que reúne o laboratório Bio-Manguinhos/Fiocruz, a biotecnológica brasileira Biomm e a chinesa Gan & Lee. Em 2025, a iniciativa entregou mais de 6 milhões de unidades ao SUS, resultado de um investimento de R$ 131 milhões. A meta é alcançar, até o fim de 2026, a capacidade anual de 36 milhões de tubetes, reforçando a autonomia do país diante da escassez global de insulina.
Dados da Federação Internacional de Diabetes indicam que o Brasil está entre os dez países com maior número de pessoas vivendo com a doença, o que torna estratégica a produção local do insumo.
Com a transição para a glargina, o Ministério da Saúde considera dar um “avanço histórico” no cuidado ao diabetes, pois a simplificação do esquema terapêutico tende a melhorar a adesão e o controle glicêmico.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
