Hipertensão: doença silenciosa e hereditária exige mudança de hábitos afeta cada vez mais brasileiros de todas as idades, pressionando autoridades de saúde a reforçar a importância de hábitos saudáveis para prevenir complicações cardiovasculares.
Hipertensão: doença silenciosa e hereditária exige mudança de hábitos
Alta prevalência e impacto crescente
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a hipertensão arterial, popularmente chamada de pressão alta, seja responsável por milhões de mortes anuais em todo o mundo. No Brasil, o Ministério da Saúde classifica o problema como crônico e destaca que 90% dos casos apresentam origem hereditária. O coração, obrigado a bombear com mais força, sofre maior desgaste e eleva o risco de acidente vascular cerebral (AVC), infarto, aneurisma e insuficiências renal e cardíaca.
Nova diretriz redefine pressão normal
Em setembro de 2025, uma diretriz conjunta das Sociedades Brasileiras de Cardiologia, Nefrologia e Hipertensão rebaixou o limite considerado ideal. A tradicional aferição “12 por 8” passou a indicar pré-hipertensão. Para ser classificada como pressão normal, a medição precisa registrar valores menores que 12 por 8. Leituras iguais ou acima de 14 por 9 continuam representando hipertensão em estágios 1, 2 ou 3.
Fatores que agravam a pressão alta
Embora a carga genética seja predominante, diversos hábitos podem desencadear ou intensificar a pressão alta:
- Tabagismo e consumo excessivo de álcool
- Obesidade e sedentarismo
- Alimentação rica em sal e gorduras
- Estresse prolongado e colesterol elevado
Segundo a OMS, reduzir o teor de sódio na dieta poderia prevenir milhares de mortes todos os anos. Confira mais detalhes no painel global da organização.
Sintomas aparecem tardiamente
Por ser silenciosa, a hipertensão costuma ser percebida apenas em picos de pressão, que podem gerar dores no peito, cefaleia intensa, tontura, zumbido, visão embaçada, fraqueza ou sangramento nasal. A recomendação oficial é medir a pressão ao menos uma vez por ano após os 20 anos — ou a cada seis meses quando há histórico familiar.
Diagnóstico e tratamento pelo SUS
O diagnóstico depende exclusivamente da aferição rotineira. Para controlar o quadro, médicos prescrevem medicamentos disponibilizados gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e no programa Farmácia Popular. O paciente deve apresentar documento com foto, CPF e receita válida de até 120 dias, emitida por profissional do SUS ou da rede privada.
Prevenção inclui estilo de vida saudável
Além da medicação, a pasta federal recomenda:
- Manter índice de massa corporal adequado
- Reduzir sal, preferindo temperos naturais
- Praticar atividade física regular
- Deixar o cigarro e moderar bebidas alcoólicas
- Controlar diabetes e evitar alimentos gordurosos
- Valorizar momentos de lazer para reduzir o estresse
Mesmo sem cura definitiva, a pressão alta pode ser controlada com acompanhamento médico e disciplina. A adoção de hábitos saudáveis, iniciada o quanto antes, prolonga a qualidade de vida e reduz custos ao sistema de saúde.
Para entender como outros programas públicos de saúde atuam na prevenção de doenças crônicas, confira nossa editoria Saúde e continue informado.
Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
