Gilmar Mendes defende Toffoli no inquérito do Banco Master na última segunda-feira (26 de janeiro de 2026), reforçando que o colega atua dentro das normas processuais e com respaldo da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Gilmar Mendes defende Toffoli no inquérito do Banco Master
Decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes usou as redes sociais para sustentar que o ministro Dias Toffoli permanece como relator do inquérito sobre supostas fraudes no Banco Master em estrita conformidade com o devido processo legal. Mendes destacou que a PGR reconheceu formalmente a regularidade da relatoria e rejeitou solicitações de afastamento do magistrado.
Na publicação, Mendes lembrou que Toffoli “tem trajetória pública marcada pelo compromisso com a Constituição” e afirmou que a atuação do colega respeita todos os ritos judiciais. O posicionamento surge após reportagens indicarem que a Polícia Federal identificou irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master, que adquiriu parte do resort Tayayá, no Paraná, anteriormente pertencente a familiares do ministro.
Em dezembro de 2025, Toffoli determinou que a investigação continuasse no STF, e não na Justiça Federal de Brasília, uma vez que o caso citava um deputado federal — circunstância que garante foro privilegiado perante a Corte. A decisão manteve sob análise do Supremo o aprofundamento das apurações sobre os supostos R$ 17 bilhões em créditos fraudulentos.
A investigação ganhou força após a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2025. O banqueiro Daniel Vorcaro, então dirigente do Banco Master, é apontado como um dos articuladores do esquema que teria envolvido concessão de créditos fictícios e tentativa de venda da instituição ao Banco Regional de Brasília (BRB), controlado pelo governo do Distrito Federal. Também figuram entre os investigados os ex-diretores Luiz Antonio Bull, Alberto Feliz de Oliveira, Angelo Antonio Ribeiro da Silva e o ex-sócio Augusto Ferreira Lima.
Críticas à permanência de Toffoli como relator cresceram após a divulgação, pela imprensa, de possíveis vínculos familiares com o fundo interessado no resort. Mendes refutou a suspeita de impedimento, apontando que a própria PGR avaliou não haver conflito que justificasse substituição. Para o decano, a manutenção de Toffoli reforça a segurança jurídica e evita atrasos no andamento processual.
O inquérito permanece sob sigilo, mas movimentações recentes indicam que novas diligências podem ocorrer nas próximas semanas. A expectativa é que relatórios da Polícia Federal sejam anexados ao processo antes de eventual denúncia formal.
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Crédito da imagem: Rovena Rosa/Agência Brasil
Fonte: Rovena Rosa/Agência Brasil
