Gayer pediu mobilização no canal de WhatsApp ligado à campanha após o crescimento do 'Exército do Lula', hoje fora do ar. O grupo tem 1,7 milhão; objetivo é chegar a 2 milhões.
O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) pediu mobilização dos integrantes de um canal de transmissão no WhatsApp ligado à campanha de Flávio Bolsonaro (PL) após o crescimento do canal conhecido como “Exército do Lula”, que pertence a apoiadores do ex-presidente Lula (PT) e está atualmente fora do ar. Gayer cobrou que os membros chamem mais pessoas para a chamada “Tropa do Flávio” e estabeleceu a meta de chegar a dois milhões de usuários; atualmente o grupo tem 1,7 milhão de membros.
Nas mensagens divulgadas pela campanha, Gayer manifestou preocupação com o impacto que o canal adversário estaria tendo nas pesquisas de intenção de voto e chegou a insinuar financiamento por parte de organizações criminosas à mobilização rival. Ele também pediu “engajamento total” para os próximos 12 dias, orientando que os apoiadores compartilhem os conteúdos do canal em redes sociais, grupos e status do WhatsApp e que promovam interações com parlamentares e comunicadores alinhados à direita.
“Esse aqui é um áudio de alerta. A campanha de terrorismo eleitoral que o Lula e o PT estão fazendo de forma criminosa, aquele canal, Exército do Lula, criado por aquele Rachadones, elas realmente estão conseguindo mobilizar a esquerda de uma maneira que a gente nunca viu. Os demônios das petismo saíram da catacumba do inferno e estão realmente conseguindo fazer um impacto nos trackings.”
“Eles estão conseguindo, sim, mexer o ponteiro da eleição. Não está ganho. Não vá dormir, não vá deitar em berço esplêndido, não ache que nós já vencemos a eleição. A gente está exorcizando o Brasil e, nesse momento final do exorcismo, é quando o capeta fica mais agressivo. Eles não vão aceitar simplesmente perder porque eles sabem que vão ser presos, boa parte deles. O crime organizado, o PCC e o Comando Vermelho, sabem que eles vão ser todos presos, então eles estão todos agindo em conjunto.”
“Vamos levar esse canal a sério. A tropa do Flávio agora tem que cumprir missões: aumentar o número de pessoas no canal, divulgar todo o conteúdo que for repassado aqui, jogar nos grupos, jogar no seu status do WhatsApp, nas suas redes sociais e trazer mais pessoas para o canal. Estamos precisando da mobilização de todos vocês.”
O “Exército do Lula” foi alvo de disputa judicial. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou que o canal aguardasse 48 horas após o registro na Justiça Eleitoral para retomar as atividades de propaganda eleitoral. A campanha do presidente Lula formalizou o canal no TSE na terça-feira (13), após determinação do ministro. O magistrado também suspendeu uma decisão anterior do corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que havia autorizado o restabelecimento do canal.
A previsão de 48 horas resulta de normas eleitorais aplicáveis a endereços eletrônicos existentes antes da campanha que não haviam sido comunicados à Justiça Eleitoral. Documentos apresentados ao tribunal mostraram que o canal alcançou 3.424.998 seguidores, número superior aos cerca de 3,2 milhões identificados pela Presidência da Corte em 10 de outubro.
A controvérsia começou após um pedido do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, que questionou o funcionamento do canal e apontou a divulgação de conteúdos considerados falsos. No domingo (11), Nunes Marques havia determinado que o WhatsApp suspendesse o canal, decisão que foi reavaliada horas depois pelo corregedor, que autorizou o restabelecimento. O PL recorreu, e na terça-feira Nunes Marques acolheu o pedido e suspendeu a ordem de restabelecimento. A decisão preservou a proibição de reprodução de conteúdos cuja ilegalidade já tenha sido reconhecida pelo TSE. A investigação eleitoral envolvendo André Janones, Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin também continua em tramitação.
