Fraude no INSS: Lula pede investigação ampla, sem exceções Fraude no INSS é o ponto central da declaração feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 18 de dezembro de 2025, ao defender que todos os envolvidos no esquema de descontos indevidos a aposentados e pensionistas sejam investigados, inclusive integrantes de sua própria família.
Fraude no INSS: Lula pede investigação ampla, sem exceções
Lula declarou que “ninguém ficará livre” caso as apurações confirmem participação no esquema que entre 2019 e 2024 reteve mensalidades associativas sem autorização dos beneficiários. O presidente citou expressamente o filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e o irmão José Ferreira da Silva, o Frei Chico, ambos mencionados em depoimentos colhidos pela Polícia Federal (PF). “Se tiver filho meu metido nisso, ele será investigado”, reforçou.
O depoimento que cita Lulinha partiu de uma testemunha ligada ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Segundo a PF, Antunes representava associações de servidores, negociava a autorização dos descontos e recebia percentuais por meio de empresas próprias. Um dos presos na nova fase da Operação Sem Desconto é Romeu Carvalho Antunes, filho do Careca.
Frei Chico aparece nas investigações por ocupar o cargo de vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindinapi), entidade sob suspeita de participar dos desvios. Lula garantiu apoio total às investigações conduzidas pela PF, pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pela comissão parlamentar mista de inquérito instalada no Congresso.
Ao comentar o tempo de preparação da operação, deflagrada em abril de 2025, o presidente afirmou que o Executivo preferiu “investigar com seriedade e evitar pirotecnia”. A CGU levou quase dois anos no levantamento preliminar, salientou.
Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
Paralelamente, o governo fechou acordo de ressarcimento para as vítimas. O Instituto Nacional do Seguro Social informou que R$ 2,74 bilhões já foram devolvidos a cerca de 4 milhões de beneficiários, valores corrigidos pela inflação e creditados diretamente nos benefícios. A contestação de descontos indevidos pode ser feita até 14 de fevereiro de 2026 pelo aplicativo Meu INSS, pela Central 135 ou em agências dos Correios. Mesmo depois desse prazo, quem comprovar prejuízo seguirá apto a aderir.
A Advocacia-Geral da União ajuizou ações contra associações e empresas investigadas para recuperar o montante total, estimado em R$ 3,3 bilhões. Detalhes sobre a Operação Sem Desconto podem ser consultados na página oficial da Polícia Federal, que apresenta notas atualizadas sobre prisões e quebra de sigilos.
Com a promessa de alcance irrestrito das apurações, Lula concluiu que o caso deve “dar uma lição ao país” diante da tentativa de “expropriar o dinheiro do aposentado”.
Para acompanhar desdobramentos judiciais e outras reportagens sobre temas semelhantes, visite a editoria de Justiça do Giro Pela Bahia e continue bem-informado.
Crédito da imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
