Em Brasília, o candidato do PL disse que uma das primeiras medidas será apurar os danos deixados pelo governo Lula. O pronunciamento ocorreu em encontro com governadores e aliados que, segundo a campanha, somaram mais de 38 milhões de votos.
O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou que uma das primeiras prioridades do seu eventual governo será avaliar “o tamanho do buraco em que o Lula enfiou o nosso Brasil”. A declaração foi dada durante um encontro em Brasília com governadores eleitos, reeleitos e aliados, realizado nesta quinta-feira, 8, para formalizar apoio à candidatura no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Segundo a campanha, o grupo reunido representou, em conjunto, mais de 38 milhões de votos recebidos nas disputas estaduais. A estratégia foi apresentada como uma articulação para ampliar a base eleitoral após o primeiro turno, quando o candidato do PL terminou com 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% de Lula.
Ao comentar as prioridades que pretende adotar, Flávio afirmou que será necessário começar pelo governo federal e dialogar com Estados e lideranças regionais para adotar práticas bem-sucedidas em nível local.
“O primeiro dever de casa que a gente vai ter que fazer é arrumar a própria casa”.
“Já comecei a conversar com muitas pessoas. Já começam a chegar as demandas. Vamos trabalhar em conjunto, mas me deixa arrumar a casa.”
Flávio disse ainda que pretende estabelecer parceria com os Estados, respeitar diferenças regionais e aproveitar experiências de administrações estaduais para formular políticas públicas federais.
“Vou ajudar os cidadãos de cada Estado, independentemente da coligação partidária de quem for o governador”.
“Vou me inspirar muito para trazer as boas práticas de cada um de vocês, como governadores, para o Brasil. O eleitor brasileiro quer mudança.”
Como exemplos de iniciativas que pretende observar estão o programa de monitoramento por câmeras conhecido como Smart Sampa e projetos de trabalho de presos em parceria com empresas em Santa Catarina.
O encontro contou com a presença de representantes de diferentes partidos e regiões, e a campanha descreveu o ato como uma frente de governadores favoráveis à mudança de governo. Também esteve presente Douglas Ruas (PL), que, segundo a organização, pode ser eleito governador do Rio de Janeiro com a desistência de Garotinho (Republicanos).
Governadores e lideranças presentes
- Luciano Zucco (RS)
- Jorginho Mello (SC)
- Sérgio Moro (PR)
- Tarcísio de Freitas (SP)
- Cleitinho Azevedo (MG)
- Otaviano Pivetta (MT)
- Eduardo Riedel (MS)
- Daniel Vilela (GO)
- Dr. Daniel (PA)
- Marco Rogério (RO)
- Wanderlei Barbosa (TO)
- Arthur Henrique (RR)
O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, classificou o encontro como demonstração de força política em apoio à candidatura de Flávio e associou o desempenho do candidato no primeiro turno a um sentimento de mudança.
“Um grande movimento de governadores, a maioria das unidades da Federação representadas e uma parcela significativa da população brasileira, entregou a vitória a Flávio Bolsonaro”.
“A vitória do primeiro turno tem o sentimento de mudança.”
Tarcísio também criticou a situação econômica do país e atribuiu ao governo federal responsabilidade por dificuldades financeiras enfrentadas por parcelas da população, mencionando endividamento e juros bancários.
“Temos um movimento muito forte de pessoas que aprenderam a gritar a Deus, porque o Brasil é um país cristão; família, porque o Brasil é um país conservador e a família é a base da sociedade; pátria, porque as pessoas aprenderam a ser patriotas; e verde e amarelo, porque as pessoas estão clamando por liberdade, que foi algo subtraído nesses últimos anos”.
O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo, reafirmou apoio à candidatura, mesmo diante de divergências internas na coordenação da campanha, e anunciou mobilização com prefeitos e lideranças municipais para ampliar a votação do candidato do PL em regiões específicas do estado.
“O presidente Lula está mirando Minas Gerais para tentar reverter o voto”.
“Eu acredito que o Flávio também está. Todos estão. Quem ganha em Minas, ganha no Brasil. E a gente vai ganhar.”
O encontro em Brasília teve, segundo a campanha, o objetivo de fortalecer alianças regionais e apresentar um plano de cooperação entre governo federal e Estados caso a candidatura seja vitoriosa no segundo turno marcado para 25 de outubro.

