Extradição de Carla Zambelli volta a ser adiada na Itália A Corte de Apelação de Roma decidiu adiar, na última terça-feira (20 de janeiro), a análise do pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, condenada duas vezes pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e presa em território italiano desde julho do ano passado.
Extradição de Carla Zambelli volta a ser adiada na Itália
No encerramento da audiência, o colegiado italiano argumentou que não houve tempo suficiente para avaliar a documentação encaminhada pelo governo brasileiro a respeito da Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, local onde Zambelli deverá cumprir pena caso retorne ao país.
Com o novo adiamento, o processo só deverá ser retomado na primeira quinzena de fevereiro. O tribunal já havia postergado a decisão em 18 de dezembro, após pedido da defesa por mais prazo para examinar relatórios enviados pelo STF.
A ex-parlamentar foi considerada culpada em dois processos distintos. No primeiro, a Justiça verificou participação dela na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em conjunto com o hacker Walter Delgatti. No segundo, foi sentenciada pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, após perseguir um homem armado nas ruas de São Paulo, em outubro de 2022.
Segundo ofício remetido pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, disponível no portal do Supremo Tribunal Federal, o presídio indicado atende a padrões de salubridade, segurança, assistência médica e oferta de cursos profissionalizantes, além de nunca ter registrado rebeliões.
Zambelli deixou o Brasil dias antes do trânsito em julgado da primeira condenação. A defesa sustenta que ela sofre perseguição judicial e política e questiona as condições carcerárias brasileiras. Apesar disso, em outubro, o Ministério Público italiano emitiu parecer favorável à extradição.
O Supremo determinou ainda a perda do mandato parlamentar, decisão que prevaleceu mesmo após a Câmara dos Deputados votar pela manutenção do cargo, uma vez que condenações a regime fechado prolongado impedem o exercício das funções legislativas.
Em caso de confirmação da extradição, a ex-deputada cumprirá as penas impostas pelo STF em território brasileiro, podendo solicitar benefícios previstos na legislação de execução penal.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
