Estreito de Ormuz: Irã retoma controle total sob vigilância rígida O controle do Estreito de Ormuz voltou ao status anterior, com monitoramento reforçado pelas Forças Armadas iranianas, conforme informou a agência estatal Irna no último sábado (18 de abril).
Supervisão militar intensificada
O tenente-coronel Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, declarou que a passagem pelo corredor marítimo estratégico está “sob estrita gestão” das tropas iranianas. Segundo o oficial, Teerã havia consentido anteriormente com o trânsito limitado de petroleiros e embarcações comerciais, como gesto de boa-fé nas negociações em curso.
Contudo, Zolfaghari acusou os Estados Unidos de “violar repetidamente compromissos firmados” e de praticar “pirataria e roubo marítimo” durante o bloqueio naval. Diante das supostas infrações, o Irã “restabeleceu integralmente” o próprio comando sobre a rota que escoa cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente.
Ameaça de bloqueio total
Antes do anúncio oficial, a agência Tasnim, ligada ao Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI), já advertira que a persistência do bloqueio norte-americano poderia levar ao fechamento completo do estreito, comprometendo o mercado energético mundial. Navios dos EUA continuam posicionados no Oceano Índico a uma distância que lhes permitiria interceptar eventuais ofensivas iranianas.
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Contexto do cessar-fogo regional
Na quinta-feira (16 de abril), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comunicou um cessar-fogo de dez dias entre Líbano e Israel, exigência central de Teerã para prosseguir nas tratativas diplomáticas. Em nota publicada na sexta-feira (17), a Força Naval do CGRI confirmou que novas regras de navegação entrariam em vigor, enquanto o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, reforçou que o tráfego comercial permaneceria aberto durante a trégua.
Analistas ouvidos pela agência Reuters avaliam que o endurecimento iraniano visa pressionar Washington a cumprir o acordo e reduzir a presença militar no Golfo.
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Crédito da imagem: Reuters
Fonte: Reuters
