Papa Leão XIV pede cessar-fogo na guerra contra o Irã
Papa Leão XIV pede cessar-fogo na guerra contra o Irã. O pontífice, primeiro norte-americano a chefiar a Igreja Católica, lamentou que “o ódio esteja aumentando e a violência ficando cada vez pior”, ao comentar, na última quarta-feira (25 de março), a escalada do conflito e a possibilidade de os Estados Unidos enviarem milhares de soldados ao Oriente Médio.
Papa Leão XIV pede cessar-fogo na guerra contra o Irã
Falando a jornalistas diante da residência papal em Castel Gandolfo, na Itália, Leão XIV insistiu que a solução “não virá pelas armas, mas pelo diálogo”. Ele recordou que mais de 1 milhão de pessoas já foram deslocadas desde o início dos combates e pediu às autoridades “trabalho verdadeiro” para proteger civis e retomar negociações de paz.
Segundo relatos divulgados por veículos internacionais, como a agência Reuters, o governo dos Estados Unidos avalia enviar novos contingentes militares à região para reforçar suas posições estratégicas. O papa demonstrou preocupação com esse movimento, alertando para o risco de uma ampliação “irreversível” da guerra contra o Irã.
Nos últimos dias, o pontífice tem elevado o tom de seus pronunciamentos. No domingo (22 de março), descreveu o conflito como “um escândalo para toda a família humana”. A Santa Sé informou que Leão XIV mantém contato regular com líderes religiosos no Irã e em países vizinhos, buscando uma ponte diplomática que viabilize o cessar-fogo.
Embora tradicionalmente cuidadoso com as palavras, o papa classificou o momento atual como “crítico”, reforçando que “cada minuto conta” para evitar novas baixas civis. Ele também convidou fiéis de todas as religiões a promoverem correntes de oração pela paz e a oferecerem apoio humanitário aos refugiados.
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Analistas avaliam que a voz do pontífice pode ganhar força diante do esgotamento diplomático entre Teerã e Washington. Especialistas em política internacional lembram que intervenções anteriores do Vaticano ajudaram a destravar negociações em conflitos na Colômbia e na África, sinalizando que a Igreja pretende exercer papel semelhante no Oriente Médio.
Em nota, o Departamento de Estado norte-americano afirmou que “valoriza os esforços multilaterais em prol da estabilidade” mas não comentou o pedido direto do papa. Já representantes do governo iraniano não se pronunciaram oficialmente.
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Crédito da imagem: REUTERS/Guglielmo Mangiapane
Fonte: Agência Brasil
