Com lançamento em 16 de agosto, a equipe do senador e pré-candidato analisa iniciar a campanha em São Paulo ou no Nordeste. São Paulo pesa pelo maior colégio eleitoral e pela presença da Faria Lima.
A equipe do senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, está analisando duas opções para o início da campanha, marcado para o dia 16 de agosto: o estado de São Paulo ou algum ponto da região Nordeste. A definição ainda não foi estabelecida, e o planejamento segue em andamento.
São Paulo surge como uma das principais alternativas, uma vez que concentra o maior colégio eleitoral do país, onde a disputa é considerada voto a voto. Além disso, assessores do senador destacam a relevância do estado por abrigar a Faria Lima, que é o principal centro financeiro do Brasil. Os principais cabos eleitorais de Flávio, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), estão localizados na região, o que poderia impulsionar sua agenda. Esses fatores foram determinantes para a escolha da capital paulista como sede do QG do senador.
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Por outro lado, a opção de iniciar a campanha no Nordeste é vista como um gesto político, visando ampliar o diálogo com uma região que historicamente tem se identificado mais com o presidente Lula (PT). Essa estratégia busca alcançar o eleitor indeciso ou aqueles que estão mais distantes de Flávio Bolsonaro. Nos bastidores, a avaliação é que o senador já consolidou o apoio do eleitorado bolsonarista, e o grande desafio agora é conquistar novos segmentos.
Nesta semana, a prioridade da campanha é finalizar as negociações para apoios e acordos políticos. Até o momento, Flávio ainda não conseguiu fechar alianças para a composição da chapa presidencial, e cresce, internamente, a possibilidade de uma chapa puro-sangue.
Além disso, a campanha também está definindo a estratégia para a participação nos debates. A expectativa é que Flávio Bolsonaro compareça somente aos encontros onde o presidente Lula também esteja presente, considerando a avaliação interna de que a disputa pelo segundo turno deve ficar concentrada entre os dois. Segundo análises feitas pela equipe, sem a presença de Lula, a participação de Flávio poderia perder sentido estratégico, uma vez que candidatos com menor intenção de voto, como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (NOVO) e Renan Santos (Missão), poderiam direcionar ataques ao senador para tentar alavancar suas candidaturas. Levantamentos de intenção de voto indicam que esses três candidatos têm entre 3% e 5% das preferências, dependendo do instituto.
