Embraer instala linha de montagem do jato E175 na Índia A fabricante brasileira assinou, em 21 de fevereiro, memorando definitivo com a Adani Defense & Aerospace para produzir o E175 dentro do programa indiano de Aeronaves de Transporte Regional.
Embraer instala linha de montagem do jato E175 na Índia
O novo entendimento amplia o acordo preliminar celebrado no mês anterior, detalhando etapas de implantação da fábrica, treinamento de pilotos, serviços pós-venda e formação de cadeia de suprimentos local. Segundo a Embraer, a parceria busca garantir pedidos suficientes para viabilizar a linha de montagem final do E175.
A assinatura ocorreu em cerimônia oficial em Nova Delhi, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro do Comércio e Indústria da Índia, Piyush Goyal. As companhias ressaltaram que o acordo reforça a cooperação estratégica bilateral Brasil–Índia.
Estudos do setor projetam demanda mínima de 500 aeronaves com 80 a 146 assentos no mercado indiano nos próximos 20 anos, impulsionada pelo crescimento do tráfego de passageiros. O E175, principal modelo da família E-Jet, é apontado como adequado para conectar cidades de pequeno e médio porte e abrir rotas regionais de baixa densidade.
Atualmente, 50 aeronaves da Embraer – distribuídas entre aviação comercial, executiva e de defesa – operam na Índia. O acordo com a Adani, maior empresa privada dos segmentos aeroespacial e de defesa do país, fortalece essa presença e deve gerar oportunidades adicionais de manutenção, reparo e revisão (MRO), além de suporte logístico.
Para a Embraer, a instalação de uma linha de montagem no território indiano amplia a competitividade global do E175 ao reduzir custos operacionais e aproximar a produção de um mercado em rápida expansão. A empresa também busca replicar, em parceria com governos locais, o modelo de desenvolvimento de fornecedores já aplicado no Brasil.
O grupo Adani, por sua vez, considera que a transferência de tecnologia e a geração de empregos qualificados ajudarão a consolidar o polo aeroespacial indiano, alinhando-se à política nacional “Make in India”.
Segundo especialistas citados pela agência Reuters, a iniciativa pode aumentar a concorrência no segmento de jatos regionais, hoje liderado por fabricantes norte-americanos e europeus, ao oferecer uma alternativa compatível com os requisitos operacionais dos aeroportos indianos.
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Crédito da imagem: Ricardo Stuckert/PR
Fonte: Agência Brasil
