Drones ucranianos atingem refinaria da Lukoil na Rússia
Drones ucranianos danificaram uma das maiores refinarias da Rússia, operada pela Lukoil nos arredores de Perm, mais de 1.500 km distante da fronteira, segundo informou o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) na última quinta-feira (30 de abril). Esse foi o segundo ataque consecutivo a instalações petrolíferas na mesma região, parte da estratégia de Kiev para reduzir a receita energética que financia o esforço de guerra de Moscou.
Refinaria fora de operação
De acordo com o SBU, o alvo principal foi uma unidade essencial para o processamento inicial do petróleo, o que teria colocado o complexo fora de ação temporariamente. A planta tem capacidade para processar quase 13 milhões de toneladas por ano, volume que a posiciona entre as maiores do país. Até o momento, a Lukoil não emitiu comentários sobre os danos relatados.
O serviço secreto ucraniano acrescentou que uma estação de bombeamento, responsável por abastecer a refinaria, também foi atingida. Na noite anterior, o mesmo ponto já havia sofrido bombardeio, e o novo ataque provocou novos focos de incêndio.
Pressão sobre a receita energética russa
Desde o início de 2026, Kiev vem intensificando o uso de veículos aéreos não tripulados contra alvos de infraestrutura energética em território russo. O objetivo declarado é minar o fluxo de caixa proveniente das exportações de petróleo, considerado crucial para o financiamento do conflito. A escalada ocorre em um contexto de alta nos preços globais do barril e de flexibilização de parte das sanções aplicadas contra Moscou.
Analistas ouvidos pela agência Reuters avaliam que ataques a instalações localizadas no interior da Rússia exigem drones de longo alcance e planejamento sofisticado, indicando avanço tecnológico na frota ucraniana. Embora não haja confirmação independente dos danos, imagens divulgadas em redes sociais mostram colunas de fumaça próximas à refinaria.
Reação russa e cobertura internacional
Autoridades de defesa russas ainda não detalharam eventuais contramedidas ou vítimas. Nos canais estatais, comentaristas classificaram o episódio como “sabotagem” e prometeram reforço na defesa aérea de ativos estratégicos. Observadores internacionais afirmam que a série de ataques amplia a preocupação de mercados sobre interrupções no fornecimento global de petróleo.
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Crédito da imagem: Reuters
Fonte: Reuters
