Desvio de merenda escolar no Piauí: PF cumpre mandados é o foco da Operação Limos, deflagrada pela Polícia Federal com apoio da Controladoria-Geral da União para investigar fraudes em licitações no município de São Raimundo Nonato.
Desvio de merenda escolar no Piauí: PF cumpre mandados
Investigadores federais executaram dez mandados de busca e apreensão em Teresina, São Raimundo Nonato e Picos, conforme decisões do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. O grupo alvo inclui agentes públicos, empresários e lideranças políticas suspeitos de favorecer uma empresa específica em processos licitatórios destinados ao fornecimento de merenda escolar.
De acordo com a Polícia Federal, o esquema teria usado cláusulas restritivas indevidas para direcionar os certames. A prática, segundo as apurações, causou prejuízo superior a R$ 1 milhão aos cofres municipais. Há indícios de que parte do montante foi movimentada por intermediários, numa tentativa de ocultar origem e destino dos recursos e de pagar vantagens ilegais a servidores.
Os investigados podem responder por uma série de crimes previstos no Código Penal e em legislações específicas: peculato, frustração do caráter competitivo de licitação, associação criminosa, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. As penas, somadas, podem ultrapassar duas décadas de reclusão.
A CGU, parceira da operação, apontou que a fraude prejudicou diretamente a alimentação de estudantes da rede pública. Relatórios preliminares da controladoria serão anexados ao inquérito para robustecer a comprovação do dano financeiro e do impacto social.
Segundo nota pública da Polícia Federal, novas fases da Operação Limos não estão descartadas. “A investigação prossegue para identificar todos os beneficiários do esquema”, destacou a corporação. Mais detalhes podem ser acompanhados na página institucional da PF, disponível em www.gov.br/pf, que traz atualizações sobre ações de combate a crimes contra a administração pública.
Até o momento, ninguém foi preso. Computadores, celulares e documentos recolhidos nos endereços alvo serão periciados, e os valores bloqueados em contas bancárias permanecem sob sigilo judicial. A expectativa é que a análise do material ajude a mapear o fluxo do dinheiro supostamente desviado.
Para o Ministério Público Federal, que acompanha o caso, a prioridade é recuperar recursos públicos e impedir que práticas semelhantes afetem outros contratos de alimentação escolar na região.
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Crédito da imagem: Polícia Federal
Fonte: Agência Brasil
