O ex-deputado federal Deltan Dallagnol, pré-candidato ao Senado pelo Paraná, fez uma análise contundente sobre os comentários do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, em relação à disputa envolvendo o senador Flávio Bolsonaro. A declaração de Deltan ocorreu durante o fórum do Lide Agro MT, realizado em Mato Grosso, onde ele deu uma entrevista à Jovem Pan.
Na visão de Deltan, Zema se equivocou em suas colocações, ressaltando que, embora seja necessário investigar todas as questões, a oposição não deve alimentar narrativas que possam favorecer o Partido dos Trabalhadores (PT), seu principal adversário. Em suas palavras:
“Zema se equivocou. Tudo tem que ser investigado, mas você não pode alimentar narrativas que vão fortalecer o nosso grande adversário, que é o PT.”
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O pré-candidato também fez uma associação direta entre o PT e diversos episódios de corrupção, além de problemas nas áreas de segurança pública e economia. Para ele, é crucial que a centro-direita mantenha a unidade e não permita divisões que possam enfraquecer o campo de oposição.
Durante a entrevista, Deltan traçou um paralelo entre os escândalos que estão sendo apurados atualmente e a famosa Operação Lava Jato, da qual foi coordenador. Ele destacou que o desvio estimado relacionado a fraudes no INSS já ultrapassa a marca de R$ 50 bilhões, um valor que é superior aos R$ 42 bilhões atribuídos à Lava Jato. Além disso, mencionou a Operação Compass Zero, que está atrelada ao Banco Master e que, segundo ele, avança para sua oitava fase.
Apesar das comparações entre os escândalos, Deltan enfatizou que a Lava Jato permanece como o maior escândalo de corrupção do Brasil, tendo exposto uma parte significativa do Congresso e até mesmo governadores e ex-presidentes de países da América Latina. Ele também comentou que as investigações se tornam ainda mais desafiadoras quando envolvem ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), citando um contrato relacionado à esposa do ministro Alexandre de Moraes e pagamentos a um resort ligado ao ministro Dias Toffoli.
