No debate desta terça (29), Raquel Lyra, João Campos e Ivan Moraes trocaram críticas sobre segurança, saúde, apostas on-line, obras e alianças. Campos acusou avanço de facções; Lyra rebateu citando resultados da gestão.
O debate entre os principais candidatos ao governo de Pernambuco, realizado na terça-feira (29), foi marcado por trocas de críticas sobre segurança pública, saúde, apostas on-line, obras e alianças políticas. Participaram do confronto a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD), o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) e o ex-vereador Ivan Moraes (Psol).
João Campos fez duras críticas à segurança no estado e afirmou que facções criminosas avançaram em Pernambuco. Em resposta, Raquel Lyra citou resultados de sua gestão no combate ao crime e questionou a atuação de João Campos enquanto ele comandou a Prefeitura do Recife.
As apostas esportivas (bets) também foram alvo de embates. Ivan Moraes criticou a redução da alíquota do ISS para as empresas do setor durante a gestão de João Campos no Recife e disse ser contrário às apostas. Ivan afirmou que a mudança ocorreu para adequar a legislação municipal à regulamentação federal.
Raquel Lyra afirmou que as apostas favorecem a lavagem de dinheiro e o crime organizado e anunciou a criação do programa Acolhimento Digital, voltado para dependentes de jogos. Ivan Moraes também questionou o apoio de João Campos ao presidente Lula da Silva (PT) e lembrou da posição do PSB no processo de impeachment de Dilma Rousseff.
João Campos defendeu sua aliança com o presidente Lula da Silva (PT) e criticou Raquel Lyra por estar, segundo ele, cercada por políticos ligados a apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O debate ocorreu em um momento de disputa acirrada entre os candidatos. Pesquisa Quaest divulgada na terça-feira apontou empate técnico entre as duas principais candidaturas: 42% para Raquel Lyra e 42% para João Campos no primeiro turno.
Além das divergências sobre segurança e apostas, os candidatos tocaram em questões relacionadas à saúde e às obras no estado, mantendo o tom de confronto político nas respostas. As intervenções mostraram ênfase em resultados de gestões anteriores e em denúncias sobre escolhas administrativas, com cada candidato buscando reforçar sua experiência e criticar as decisões dos adversários.
O encontro entre os três reforçou a polarização da campanha em Pernambuco, com ataques e defesas centradas em gestões passadas e alianças políticas nacionais. A proximidade do primeiro turno intensificou as declarações públicas e as acusações mútuas, que dominaram a pauta do debate e ganharam espaço nas avaliações sobre o desempenho dos candidatos.
