Daniel Vorcaro é transferido para superintendência da PF em Brasília. O banqueiro, dono do Banco Master, foi levado de helicóptero da Penitenciária Federal de Brasília para a sede da Polícia Federal na capital na noite de 19 de março, após autorização do ministro André Mendonça, relator das investigações no Supremo Tribunal Federal (STF).
Transferência facilita negociação de delação premiada
A decisão judicial atende a pedido da PF e marca o primeiro movimento concreto para um possível acordo de delação premiada. Em ambiente menos restritivo que o presídio de segurança máxima, investigadores e advogados poderão manter contato direto com Daniel Vorcaro sem as barreiras logísticas impostas pela penitenciária.
Vorcaro ficará custodiado na mesma sala que, anteriormente, recebeu o ex-presidente Jair Bolsonaro, antes da transferência deste para o bloco conhecido como Papudinha.
Fraudes no Banco Master estão no centro do inquérito
O banqueiro voltou a ser detido em 4 de março, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras no Banco Master e suposta tentativa de aquisição da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), estatal vinculada ao governo distrital. Segundo a PF, novos elementos indicaram que o empresário teria orientado comparsas a intimidar jornalistas, ex-funcionários e empresários, além de acessar previamente informações sigilosas da investigação.
Mendonça autorizou a prisão preventiva atendendo a requerimento fundamentado dos delegados federais. Detalhes do processo judicial podem ser consultados no site oficial do Supremo Tribunal Federal, órgão responsável pela condução do caso.
Próximos passos correm sob sigilo
Para avançar nas tratativas, Vorcaro assinou um termo de confidencialidade com a Polícia Federal. Os prazos, condições e benefícios de eventual colaboração premiada permanecem protegidos por sigilo. Fontes próximas à investigação afirmam que o banqueiro considera revelar negociações que envolveriam políticos e magistrados com quem manteve relação nos últimos anos.
Com a mudança de defesa na semana anterior à transferência, o investigado tenta obter redução de pena e preservar parte do patrimônio, estratégia comum em acordos homologados pelo STF.
Para saber mais sobre grandes investigações e decisões judiciais que impactam o país, visite nossa editoria de Justiça e acompanhe as atualizações.
Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
