Daniel Vorcaro é solto e impedido de atuar no Banco Master Daniel Vorcaro e outros quatro executivos do Banco Master deixaram a prisão após habeas corpus concedido pela desembargadora Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, na última sexta-feira (28 de novembro de 2025).
Daniel Vorcaro é solto e impedido de atuar no Banco Master
O despacho determina que o banqueiro e os sócios Augusto Ferreira Lima, Luiz Antonio Bull, Alberto Feliz de Oliveira e Angelo Antonio Ribeiro da Silva usem tornozeleira eletrônica, entreguem os passaportes e fiquem proibidos de exercer qualquer atividade ligada ao setor financeiro. Os cinco também não podem manter contato com outros investigados nem deixar o país.
Vorcaro havia sido detido em 17 de novembro de 2025, no Aeroporto de Guarulhos, quando se preparava para embarcar em seu jato particular. Desde então, estava no Centro de Detenção Provisória de Guarulhos (SP). A defesa nega que ele pretendesse fugir e afirma que o empresário sempre se colocou à disposição das autoridades.
A prisão foi decretada no âmbito da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura supostos empréstimos fictícios e outras fraudes no Banco Master. Segundo os investigadores, as irregularidades somariam até R$ 17 bilhões, incluindo tentativas de venda do controle da instituição para o Banco Regional de Brasília (BRB), estatal ligada ao governo do Distrito Federal.
Em nota, o BRB comunicou que já contratou auditoria externa independente para verificar possíveis falhas de governança e de controles internos. O procedimento atende às recomendações do Banco Central do Brasil sobre reforço de compliance em transações de grande porte.
Além das medidas cautelares, o Tribunal Regional Federal condicionou a liberdade dos executivos à apresentação periódica à Justiça. Qualquer violação poderá resultar em nova decretação de prisão preventiva.
Com a decisão, o processo criminal prosseguirá sem que os acusados permaneçam detidos, mas ainda sob investigação. A Polícia Federal segue reunindo provas documentais e depoimentos para encaminhar o inquérito ao Ministério Público Federal.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
