CPI do Crime Organizado não será prorrogada, decide Senado A Comissão Parlamentar de Inquérito criada para investigar facções criminosas no país encerrará seus trabalhos em 14 de abril de 2026, após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), rejeitar o pedido de extensão apresentado pelo relator Alessandro Vieira (MDB-SE).
CPI do Crime Organizado não será prorrogada, decide Senado
Em ofício entregue em 7 de abril, Alcolumbre comunicou a Vieira que não estenderia o prazo da CPI por mais 60 dias. Segundo o relator, o presidente da Casa alegou que uma prorrogação “seria inadequada às vésperas do calendário eleitoral”.
Vieira rebateu a justificativa em plenário, classificando a decisão como “um desserviço ao Brasil”. Para ele, o encerramento impede o avanço de investigações consideradas graves, entre elas a suposta infiltração criminosa em órgãos públicos do Rio de Janeiro e o caso envolvendo o Banco Master.
O senador destacou que a apuração sobre o Banco Master vinha reunindo indícios de lavagem de dinheiro, estelionato, corrupção e golpes financeiros. “Não era um banco, e sim uma organização criminosa que prestou serviços a figuras importantes nos três Poderes”, afirmou.
Vieira também ressaltou que o trabalho da CPI vinha mostrando como facções ampliam controle territorial por meio da violência, enquanto esquemas de corrupção avançam em gabinetes de Brasília e centros financeiros de São Paulo.
Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
Apesar das críticas, Alcolumbre manteve silêncio durante a sessão em que Vieira expôs seu descontentamento. Com a manutenção da data original, o relatório final da comissão precisará ser concluído e votado até 14 de abril, sem novas oitivas ou diligências.
Nos bastidores, parlamentares favoráveis à prorrogação temem que temas sensíveis fiquem sem resposta, mas aliados da Mesa Diretora alegam que o encerramento evita que investigações interfiram no processo eleitoral.
Com o prazo esgotando-se, a CPI concentrará esforços na redação de seu relatório conclusivo. Caberá ao plenário do Senado deliberar sobre eventuais recomendações de indiciamento ou mudanças legislativas sugeridas pelo colegiado.
Para acompanhar mais análises sobre o cenário político nacional, visite a editoria de Política do Giro pela Bahia e continue informado.
Crédito da imagem: Agência Senado
Fonte: Agência Senado
