Conselhão propõe metas estratégicas de desenvolvimento a Lula foi a principal pauta da 6ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável (CDESS), realizada no Palácio Itamaraty, em Brasília, na última quinta-feira (4 de dezembro). O colegiado, que reúne 289 representantes do governo, da sociedade civil e do empresariado, entregou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o documento “Pilares de um Projeto de Nação”, com metas consideradas cruciais para o crescimento econômico, social e ambiental do país.
Conselhão propõe metas estratégicas de desenvolvimento a Lula
Principais objetivos do documento
Baseado na Estratégia Brasil 2050, o relatório estabelece alvos de longo prazo, metas para a próxima década e ações concretas para os cinco anos seguintes. Entre os tópicos destacados estão:
- Geração de empregos de qualidade no interior do país;
- Ampliação do acesso ao crédito rural e urbano;
- Incentivo à inovação tecnológica e à soberania digital;
- Fortalecimento da transição ecológica e da bioeconomia.
Vozes do governo e da sociedade civil
O ministro da Educação, Camilo Santana, valorizou a retomada do diálogo institucional, definindo o Conselho como “instrumento democrático para escutar prioridades da população”. Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentou indicadores que apontam queda do desemprego, aumento da renda média e saída do Brasil do Mapa da Fome, ressaltando que os ajustes fiscais podem ser feitos “com uma chave de fenda, não com motosserra”.
Do lado empresarial, Luiza Trajano celebrou a redução da taxa de desemprego e a regulação das apostas esportivas, mas criticou o nível atual de juros. Ela também convocou o setor privado a apoiar campanhas de combate à violência contra as mulheres. Pelo agronegócio, Eraí Maggi destacou linhas de crédito de longo prazo que impulsionaram a produção nacional.
Demandas e propostas setoriais
A cientista da computação Nina da Hora defendeu investimentos em softwares nacionais e políticas públicas de soberania digital. Mônica Veloso, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, pediu foco nos aposentados em 2026 e criticou a escala 6×1, argumentando que “tempo livre dinamiza a economia”. O presidente global da Central Única das Favelas (Cufa), Preto Zezé, cobrou políticas integradas de segurança pública e reconhecimento da economia das favelas, estimada em R$ 312 bilhões.
Entregas complementares ao Planalto
Além do “Projeto de Nação”, o Conselhão apresentou o Move Mundo, iniciativa que levou propostas da comunidade científica amazônica à COP30, e a Agenda Positiva do Agro 2025, compilando práticas sustentáveis já adotadas pelo setor. O Ministério da Fazenda também exibiu um portfólio de investimentos voltados à transformação ecológica, reunindo projetos públicos e privados em bioeconomia, energias renováveis e soluções baseadas na natureza.
Próximos passos
Com as contribuições recebidas, o governo pretende consolidar um plano de ação que integre as recomendações do Conselhão às políticas nacionais. O secretário-executivo do órgão, Olavo Noleto, reforçou que a pluralidade de vozes “torna o debate mais rico e essencial para o futuro do Brasil”.
No encerramento, Lula agradeceu as propostas e afirmou que as metas serão analisadas pelas áreas técnicas do governo. Para acompanhar outras discussões sobre políticas públicas e desenvolvimento, visite a editoria de Política e continue informado.
Crédito da imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
