Senador Carlos Viana lançou ofensiva para criar CPMI que investigue Lulinha, alvo de apurações da PF por suposto tráfico de influência e negócios com empresários. PL, MDB, Novo e União Brasil apoiam a iniciativa.
O senador Carlos Viana (PSD-MG) iniciou uma ofensiva no Congresso para criar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A articulação ocorre em meio ao avanço de investigações da Polícia Federal sobre suspeitas de tráfico de influência envolvendo o filho do presidente e de uma nova apuração sobre uma suposta sociedade informal com empresários para obtenção de vantagens e contratos no governo federal.
Apoios na Câmara
- PL
- MDB
- Novo
- PP
- União Brasil
- PSD
- Podemos
- PSDB
Apoios no Senado
- PL
- PSD
- PP
- PSDB
- Republicanos
Viana afirmou que o requerimento já reúne apoios de diferentes partidos nas duas Casas e que a iniciativa está cada vez mais perto do número necessário para instalar a CPMI. Ele lembrou a exigência constitucional: para apresentar uma CPMI é necessária a assinatura de pelo menos um terço dos integrantes de cada Casa — 171 deputados e 27 senadores — além da indicação de um fato determinado a ser investigado e do estabelecimento de prazo de funcionamento.
“Estamos avançando e cada vez mais perto do número necessário para instalar a CPMI.”
O senador afirmou também que, com o número de signatários, caberá ao presidente do Congresso verificar o cumprimento dos requisitos e dar andamento à criação da comissão, procedimento que, na prática, não torna automática a instalação do colegiado.
“Vamos conseguir.”
“Na segunda-feira, vamos divulgar em coletiva para toda a imprensa os nomes dos parlamentares que apoiaram a CPMI e cobrar do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que dê andamento à instalação assim que os requisitos forem cumpridos.”
“Pergunte se ele já assinou. Quem quer a verdade precisa assinar.”
Investigações que envolvem Lulinha
- Três inquéritos no STF: Lulinha é citado em três inquéritos no Supremo Tribunal Federal relacionados a suspeitas de tráfico de influência. As apurações foram abertas a pedido da Polícia Federal; dois casos estão sob relatoria do ministro André Mendonça e o terceiro, do ministro Flávio Dino. A defesa de Lulinha nega irregularidades.
- Ministério da Saúde: A PF apura se Lulinha atuou para favorecer interesses ligados ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, em negociações que envolvem medicamentos à base de canabidiol, testes de diagnóstico para dengue e outras possíveis parcerias. Segundo informações reveladas sobre o inquérito, nenhuma dessas tratativas resultou em contrato, mas a PF apontou uma possível “comunhão de interesses econômicos” entre Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger.
- Dataprev: Outro inquérito investiga possível atuação de Lulinha para favorecer um empresário interessado em negócios com a estatal Dataprev e com outros órgãos públicos.
- Sociedade informal: Em nova frente, a corporação apura indícios de uma suposta sociedade informal entre Lulinha, o empresário Fernando Bittar e Roberta Luchsinger para obter vantagens privadas e negócios com o poder público. Bittar é um dos proprietários formais do sítio de Atibaia frequentado pela família Lula.
A defesa de Lulinha tem negado tráfico de influência e contestado a divulgação de informações sigilosas das investigações. O avanço da articulação para a CPMI surge no contexto dessas apurações e da pressão política relacionada ao tema.
Esta notícia foi publicada em 27/08/2026.

