Caso Henry: júri chega ao 10º dia com debates entre acusação e defesa
Caso Henry entra no décimo dia de julgamento, marcado pela etapa de debates em que Ministério Público, assistente de acusação e defesas de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e Monique Medeiros tentam convencer os sete jurados responsáveis pelo veredito sobre a morte do menino Henry Borel, ocorrida em 8 de março de 2021.
Julgamento alcança marca histórica
Iniciado em 25 de maio, o júri popular se tornou o mais longo já registrado no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A sessão que começou pouco antes das 10h30 da quarta-feira (3 de junho) deve ultrapassar dez horas, mantendo a rotina ininterrupta que vem sendo adotada desde o primeiro dia, com pausas apenas para alimentação, necessidades fisiológicas e descanso noturno dos jurados – cinco homens e duas mulheres.
Como funciona a fase de debates
Nesta etapa, o Ministério Público do Rio de Janeiro fala primeiro, por até duas horas. Em seguida, o assistente de acusação, que representa o pai de Henry, Leniel Borel, dispõe de mais três horas. As defesas têm uma hora e meia cada para apresentar seus argumentos. Réplica e tréplica podem acrescentar outras quatro horas ao cronômetro, fazendo com que a deliberação do Conselho de Sentença ocorra apenas no fim da noite ou na madrugada de 4 de junho.
O que está em jogo para Jairinho e Monique
Segundo a denúncia, Henry morreu após sofrer agressões de Jairinho, enquanto Monique teria se omitido, contribuindo para o desfecho fatal. O laudo do Instituto Médico-Legal apontou laceração hepática provocada por ação contundente como causa da morte. Interrogados em 2 de junho, os dois negaram responsabilidade: Monique afirmou desconhecer episódios de violência; Jairinho sustentou que a lesão poderia decorrer de acidente prévio ou de manobras de pronto-socorro.
Perguntas objetivas definirão o veredito
Ao término dos argumentos, a juíza Elizabeth Machado Louro formulará quesitos objetivos, como a existência do fato, autoria e eventuais qualificadoras. Cada pergunta será respondida secretamente pelos jurados, que decidem por maioria simples. Caso a decisão seja pela condenação, a magistrada fixará imediatamente a pena, e os réus deixarão o plenário presos – embora recursos possam ser apresentados em situações previstas em lei, como nulidades processuais ou erro na dosimetria.
Expectativa de desfecho e possíveis adiamentos
Integrantes do processo mencionam a possibilidade de intervalo para repouso antes da votação, o que transferiria o anúncio para a manhã de 4 de junho, feriado de Corpus Christi no estado. Mesmo após eventual condenação, a defesa ainda poderá recorrer ao Tribunal de Justiça e instâncias superiores.
O desfecho do Caso Henry encerrará um julgamento que mobilizou a opinião pública e testou a resistência de todos os envolvidos no plenário. Para acompanhar a sequência dessa e de outras ações judiciais de grande impacto, visite a editoria de Justiça do Giro pela Bahia e mantenha-se informado.
Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
